Te escreveria uma fábula, um ensaio, uma crônica.
Não hoje.
Hoje, só te faço versos.
Que caem na folha de papel, pesados, duros,
Como gotas de chuva numa tempestade.
As palavras rasgam as folhas e passam às outras e outras
E fogem.
Tomam vida. Te procuram. Não te acham.
Você foge delas como fugiu de mim.
Te escreveria uma música, uma ode, um conto.
Mas não hoje.
E ponto.
(Luiz Monaro Soares)