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domingo, 21 de agosto de 2011

Saudade em 3 atos

Uma foto. Um vídeo. Um poema.
Definir a palavra saudade é tão difícil quanto entender as mulheres. Tá bom vai, talvez, um pouco mais fácil. Mas, não deixa de ser tarefa árdua.


Tive a ideia desse post há muito tempo atrás, mas nunca tive coragem de sentar pra fazê-lo. Ou inspiração.
Ou, sei lá o que me faltava.


Que cada ato fale por si só!

SAUDADE  - ATO 1

Saudade (1899, quadro de José Ferraz de Almeida Júnior)


SAUDADE  - ATO 2


Soldados americanos reencontram familiares e amigos depois de longo período de ausência.


SAUDADE  - ATO 3

"Definir a palavra saudade?
Eu não ousaria.
Não é à toa, que ela nem é traduzida.
Saudade não se traduz, se sente.
Ela faz chorar, faz rir, faz amar, desamar.
Saudade é abraço e carinho, quando saciada,
mas é também ausência.
Às vezes, suprida.
Outras vezes, eterna.
Saudade é carta que não chega,
foto que se desbota,
pétalas que murcham.
Saudade de lugares visitados,
de cores e aromas,
de amores passados.
Saudade é avião que partiu,
é um último adeus,
é o primeiro beijo.
Saudade é tema de canção,
é o mote do poeta,
em versos rimados ou não.
Às vezes, gostosa,
muitas vezes, dolorosa.
Muito mais que uma palavra,
mais do que um simples substantivo.
Saudade é um forte sentimento,
e enquanto sentimento, eu a sinto.
E no meu caminhar, 
Ah, saudade...
A saudade eu vivo!"

(Luiz Monaro Soares)

sábado, 1 de maio de 2010

Saudades de coisas que nunca vivi

Fala galera,

Conversando com um grande amigo na sexta-feira (né Johnny?), ele me disse uma frase que realmente me fez para pra pensar: "isso me dá saudades de coisas que nunca vivi".

Na hora pensei, "como ter saudades de algo que nunca vivemos?"

Depois de olhar pra mim mesmo, vi que isso é a coisa mais comum de nossas vidas.

Ao chegar em casa, fui direto pro Youtube, pra ver os vídeos dos Festivais de MPB, da TV Record, dos anos 60.
Passei horas ali na frente do computador, me deliciando com as músicas e vídeos que meus pais presenciaram, viveram, respiraram.

Jovens vivendo em pleno regime ditatório, lutando pelos seus direitos, se deliciando ao som de músicas como Disparada, cantada por Jair Rodrigues, Roda Viva, de Chico Buarque e Ponteio, de Edu Lobo e Capinam.

Que saudade daqueles tempos! Daqueles festivais!

Por isso, compartilho com aqueles que nunca viram um desses vídeos ou nunca ouviu uma dessas canções, a beleza das palavras, a intensidade e paixão dos intérpretes e a galera indo ao delírio!




"(...) Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu..."




(...)
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração..."






Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Prá cantar...(4x)

E você, do que tem saudades na vida mesmo sem tê-lo vivido!?

Grande abraço!