terça-feira, 18 de maio de 2010

18 de maio - Dia Internacional do Museu

Mas quando foi a última vez que você foi a um Museu?

Talvez seja apenas uma impressão da minha cabeça, mas pelo pouco que eu estive fora do país, percebi que os estrangeiros (principalmente europeus) têm muito mais costume de visitar museus.

Levam as crianças, praticamente todo final de semana, para que esse "novo" mundo "velho" comece a fazer parte de seu dia-a-dia!

E onde surgiu o primeiro museu da história?

Na sua origem, um museu era um templo das musas, deusas da memória. Mais tarde, na época de Ptolomeu II mandou construir em Alexandria, edifício a que chamou "Museu". Estava dedicado ao desenvolvimento de todas as ciências e servia, além disso, para as tertulias dos literatos e sábios que ali viviam, sob o patrocínio do Estado.


Museus no Brasil

O Brasil abriga alguns dos mais importantes museus do mundo - como por exemplo, o MASP, o mais importante da América Latina.
São muitas as opções de bons museus, não só em SP, mas há pelo menos, um museu em cada estado brasileiro.


Em SP, apenas para citar alguns, temos além do MASP, o MAM, o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca, Museu da Imagem e do Som de SP, Museu de Arte Sacra de SP, Museu do Relógio, Memorial do Imigrante, entre outros!



Eu, graças a Deus, já tive a felicidade e o prazer de visitar dois dos museus que sempre sonhei em conhecer na minha infância.




Um deles é o espetacular Museu Madame Tussaud, com figuras de cera de celebridades, intelectuais, políticos. Tudo ali beira a perfeição! É como se estivessemos reunidos com os atores de Hollywood, os políticos da Casa Branca ou do Parlamento Inglês e os astros do rock.

É fantástico!


O segundo é o National Gallery, fundado em 1824 e localizado na Trafalgar Square, em Londres. A coleção tem mais de 2300 pinturas, espalhadas em inúmeras salas, que precisariam de dias e mais dias, pra terem a verdadeira atenção que merecem.

Ali, estão pinturas de Da Vinci, Van Gogh, Picasso e Monet, apenas para citar alguns!

Só de estar em frente ao museu já me senti extremamente arrepiado. Porém, ao entrar (ah, a entrada é SEMPRE de graça!), me teletransportei a um mundo totalmente novo, diferente, colorido! Simplesmente, sensacional!

Muitos dizem que os museus não têm graça nenhuma, que só têm coisas sem valor, velhas. Mas essas pessoas se esquecem que são os museus que nos ajudam a escrever nossa história hoje e sem dúvida alguma, a nossa história amanhã!

Valorizemos mais os nossos museus!

Grande abraço a todos!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Música do dia: Love Cats, Jamie Cullum e Katie Melua

Jamie Cullum merece um post só pra ele aqui no blog (Camila, calma que ainda faço isso tá?), mas, por enquanto deixo uma música que ele tem com a Katie Melua, outra cantora talentosíssima!

Os dois estão juntos em Love Cats, do The Cure! Os dois deram uma roupagem deliciosa pra música! O Cullum no piano é bom demais! rs

Enjoy it!

(...)
We're so wonderfully wonderfully wonderfully
Wonderfully pretty!
Oh you know that I'd do anything for you...
We should have each other to tea huh?
We should have each other with cream
Then curl up by the fire
And sleep for awhile
It's the grooviest thing
It's the perfect dream


O que dizer da Virada Cultural 2010?

Impossível não reconhecer a importância da Virada pro cenário cultural não só de São Paulo, mas do Brasil.
Este ano, estima-se que 4 milhões de pessoas passaram pelos diversos palcos espalhados pela cidade e em alguns pontos mais afastados.

100% de sucesso? Não ao meu ver!

Estive no palco da Júlio Prestes, na madrugada de sábado, acompanhando, ou pelo menos, tentando acompanhar o show da Céu!


A muvuca é totalmente esperada, o problema é a falta de bom senso da maioria da galera que vai ao evento...mas enfim!



Pontos fortes?
Com certeza, a Virada tem muitos!
Disponibilizar shows de qualidade a um público que muitas vezes não tem acesso, entretenimento que nos permite conhecer coisas de SP, que muitas vezes, nem imaginávamos existir.

Pontos Fracos?
Tem e muitoossssss!
Falta de uma sinalização mais visível, problemas com o lixo, problemas com a segurança (essa Virada foi marcada pelos furtos e roubos, e infelizmente, pela primeira vez em todas as edições das Viradas, a primeira morte foi registrada).

Até que ponto, tudo isso é culpa da organização? Sinceramente, não sei responder!

Fato é que, infelizmente, as pessoas NÃO SABEM se divertir!
Abusam e atrapalham a diversão dos outros!
Bebem, ficam chatas, "corajosas", se aproveitam dos momentos de distração pra acabar com a sua noite!
Era incrível o número de jovens caídos, sem a mínima condição de levantar-se e seguir seu rumo!

E famílias, que buscavam um pouco de lazer mais variado, levando suas crianças, esposas...

Não vou dizer que não irei mais a uma edição da Virada, até porque, ainda quero fazer as 24 horas, tirando muitas fotos e fazendo vários registros pro blog!
E indico pras outras pessoas também! Massssss...que todos estejam muito conscientes de que há riscos!

Infelizmente!

Deixo um vídeo da apresentação do Simoninha e Max Castro, que pelo o que me disseram foi sensacional (drogaaa, perdi o show que eu mais queria ver! rs), com a música Sá Marina!
Grande homenagem ao Simonal!



sexta-feira, 14 de maio de 2010

Vale do Anhangabaú será ‘atacado’ por insetos gigantes

Calma galera, é tudo em prol da cultura! E é mais uma novidade desta edição da Virada Cultural!

Um dos grandes destaques na programação de performances previstas este ano é a apresentação do espetáculo “Insectes”, do grupo espanhol Sarruga. Em parceria com o Instituto Cervantes, a Virada Cultural recebe a companhia catalã, fundada em 1994, que faz intervenções com figuras de papel gigantes que se movimentam entre o público com suas grandes estruturas de ferro.
Durante o evento no Vale do Anhangabaú, que acontece às 19h30 do sábado (15), à 1h e às 12h30 do domingo (16), formigas gigantes sairão de seu formigueiro no centro de São Paulo em busca de comida, quando terão que lutar contra uma planta carnívora, em apresentações com cerca de 45 minutos de duração. Além de acompanhá-las em seu trajeto e até mesmo ter que se proteger da ameaça junto a elas, o público poderá ver ainda outros insetos, como uma libélula que voará sobre suas cabeças, e a luta entre uma aranha e um louva-deus de 12 metros de altura.
Para acompanhar a performance, como em um verdadeiro filme, três torres com 7 metros de altura iluminam a ação, que conta ainda com trilha sonora e diversos efeitos de fumaça e pirotecnia, permitindo uma completa imersão dos espectadores, que chegam a se sentir como insetos em meio às figuras gigantes.

Talento é talento e ponto!

É inegável que a evolução tecnológica que temos nos dias de hoje, nos aproximou de muuuuuita coisa ruim que aparece por aí.
Por outro lado, coisas boas também costumam aparecer!

A bola da vez é o garoto Grayson Chance, que esculachouuuu numa apresentação que fez na escola, cantando o sucesso Paparazzi, da Lady Gaga. Acompanhado é claro por seu piano!

Detalhe, o garoto tem só 12 anos, mas é bom se acostumar com a fama, pois já apareceu em talk show famoso nos EUA e falou ao vivo com a própria Gaga (e basta olhar pra cara das meninas que estão ao fundo! Aquelas lá, se não tinham o MSN do rapazote, certeza que foram atrás!).

Ele não é gênio, não é perfeito, mas, reconhece-se talento de longe! E esse moleque tem futuro!

Infinitamente melhor do que muita bandinha de modinha e cantorzinho meia boca que temos por aí!

Dá-lhe Grayson!



Camila, valeu pela indicação!

Gde beijo a todos,

Luiz

domingo, 9 de maio de 2010

Drummond e as mães


Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

sábado, 8 de maio de 2010

Música do dia - Panis et Circenses, com letra do Caetano e imortalizada pelos Mutantes (Mas aqui, na voz da Marisa Monte)

Quem nunca ouviu a expressão Política do Pão e Circo?

Em Roma, com medo de uma possível revolta social devido a todos os problemas que rondavam a cidade, o imperador criou a chamada política do Pão e Circo. Distraía a população com as lutas no Coliseu, enquanto distribuía pão e outros alimentos, para aqueles que lá estavam.
Assim, "tapava o sol com a peneira" e desviava a atenção da população!

Alguma semelhança com o Brasil de hoje? Só um pouquinho?

Num país de mensalão, CPI's, dinheiro na cueca, fome, miséria, falcatruas, roubalheira, não é muita coincidência termos a mesma política do Pão e Circo?
Claro que, não mais com batalhas no Coliseu (às vezes, seria até engraçado né, soltar o Sarney e o Renan Calheiros no meio da arena!)

Mas não é a mesma coisa, o Bolsa-Família, a Copa do Mundo e as Olímpiadas por aqui, os BBBs da vida?

É por isso que essa canção do Caetano, famosíssima através dos Mutantes caberá em qualquer época!
E ainda mais na interpretação da Marisa Monte, que é espetacular!

Enquanto as pessoas da sala de jantar só estiverem ocupadas com nascer e morrer, o Brasil continuará assim!

Com vocês, uma das 10 mais importantes músicas da nossa MPB, segundo a revista Rolling Stone, Panis at Circenses, Mutantes

Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos
Sobre os mastros no ar
Soltei os tigres
E leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer...


Mandei fazer
De puro aço luminoso punhal
Para matar o meu amor e matei
Às 5 horas na Avenida Central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer..

Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes, procurar, procurar...

Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer...





quinta-feira, 6 de maio de 2010

O amor não tem idade

Uma ida ao café e mais nada.
Era terça-feira, sem companhia e sem muita vontade de fazer alguma coisa, parei numa cafeteria e pedi uma besteirinha.
Acomodei-me numa mesa, ao fundo, longe dos olhares de curiosos, ávido por ler algumas páginas do meu livro, escrever uma ou duas linhas e então, ir pra casa.
Sem muito alarde, um senhor muito bem vestido, sentou-se na mesa ao meu lado. Trajava um belo paletó escuro, sapatos pretos e um imenso sorriso no rosto.
Ajeitava o pouco cabelo que lhe restava nas laterais, esperando por algo ou alguém, com grande ansiedade.
Quem seria? Sua esposa? Mas ele não usava aliança!
Um amigo? Não, muito arrumado para um simples café com um colega.
Foi então que ele se levantou para recepcionar uma senhora que adentrara o café.
Olhei-a pela primeira vez e logo imaginei, que quando jovem, ela devia ter sido bem bonita! Ainda hoje traz traços chamativos, um cabelo jovial, numa coloração que até agora, não identifiquei. Whatever...
O primeiro abraço deve ter durado umas duas horas. Pra mais. Eles se olhavam, como se dissessem, mesmo sem palavras:
- Finalmente!
O senhor então, limitou-se a dizer:
- Você continua linda!
E ela, mexendo nos cabelos coloridos, meio sem graça, devolveu-lhe:
- E você, continua o gentil de sempre né?
Na hora, várias possibilidades vieram-me à mente. Seriam eles, dois apaixonados, que se amavam à distância, viram a vida toda passar e só agora, podem ser felizes juntos? (essa é história de novela das 20h hein!?); seriam eles, dois amantes? Um ex-casal que percebera a besteira que tinham feito?
Não importava! O que realmente importava era que o amor estava na cara dos dois.
Os olhos não se desgrudavam um só segundo. Pessoas iam e vinham, e eles permaneciam de mãos dadas, acariciando-se, como se o mundo se resumisse aquele momento, aquele café, aos dois.
Acompanhei de perto, a emoção daquele casal e torci para que, antes de partir, eles selassem aquele momento com um beijo.
Depois, vi que nem era preciso. Tudo já havia sido selado no primeiro olhar.
Saí da cafeteria, desejando felicidades ao casal. Mesmo sem conhecê-los, ganharam mais um torcedor.
Voltei pra casa mais feliz, mais animado e mais confiante no amor entre as pessoas.

E eu, que nem imaginava que aquele café despretensioso, me renderia tanto!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Em algum lugar do tempo,
deixamos nossos sonhos,
Nossos planos,
Nós.
Em algum lugar do tempo,
Esquecemos sentimentos,
Fizemos do riso lamento,
Sofremos aos poucos,
Bem lento.
Em algum lugar do tempo,
Tudo deixou de ser,
Você dizia que me amava,
Mas eu não amava você.
Em algum lugar do tempo,
É lá que nosso amor está,
Em algum lugar do tempo,
Será?

domingo, 2 de maio de 2010

Música do Dia - Slip into Precision, Rodrigo del Arc

Não se engane pela cara de moleque, típica dessas bandinhas da moda (nada contra e sem nenhum preconceito!), que costumam aparecer e sumir pouco tempo depois.
Como muito bem definiu o site Last.fm (www.lastfm.com.br), Rodrigo Del Arc tem os pés fincados na música brasileira e a cabeça perdida pelo mundo. O paulistano não está nada preocupado em prender-se a um só tipo de estilo, e isso é fácil de notar, quando ouvimos as faixas de A Kind of Bossa, seu mais recente trabalho.

Samba, swing, com letras em inglês, toda essa mistura, pode te deixar com a pulga atrás da orelha, se realmente "rola"!

E basta escutar uma de suas músicas pra sentir que o cara manda bem.
É música certa no meu iPod!

Deixo com vocês, a minha predileta até o momento, Slip into Precision, que fala um pouco sobre como você vê as coisas boas e ruins e que no final, o amanhã vem e tudo dá certo!


Slip into Precision

There's no reason to feel down
Good and sad goes around,
Life will flow with your decisions

You know that trying isn't too bad,
Even if you fall you'll get ahead
When you slip into precision

All that you can see
Keeps on going never stops,
Like the waterfall keeps falling
And no obstacle makes it steady.

Wait until the downing
Wait until it's morning,
Wait until tomorrow comes

You know that sometimes
It might get hard
It's not so easy we get along
But you can always change you "viewing"

Things could never be the same
You choose the colors that you paint,
It's just a matter of believing



Grande abraço a todos!

Mais um dos meus poemas...

Não há nada como colo de pai.
Por mais pesada que seja sua mão,
Ali,
Saem os carinhos mais leves,
Suaves.
Deito-me em seu colo,
Como se fosse esquecer dos problemas,
Das tristezas, dos pesares.
Ele acaricia meu cabelo.
Sente minha preocupação.
Olha em meus olhos,
E com uma ternura tão verdadeira,
Me diz,
- Filho, papai está aqui,
Pode dormir em paz.
Eu acredito em suas palavras,
Fecho meus olhos,
E adormeço.

sábado, 1 de maio de 2010

Saudades de coisas que nunca vivi

Fala galera,

Conversando com um grande amigo na sexta-feira (né Johnny?), ele me disse uma frase que realmente me fez para pra pensar: "isso me dá saudades de coisas que nunca vivi".

Na hora pensei, "como ter saudades de algo que nunca vivemos?"

Depois de olhar pra mim mesmo, vi que isso é a coisa mais comum de nossas vidas.

Ao chegar em casa, fui direto pro Youtube, pra ver os vídeos dos Festivais de MPB, da TV Record, dos anos 60.
Passei horas ali na frente do computador, me deliciando com as músicas e vídeos que meus pais presenciaram, viveram, respiraram.

Jovens vivendo em pleno regime ditatório, lutando pelos seus direitos, se deliciando ao som de músicas como Disparada, cantada por Jair Rodrigues, Roda Viva, de Chico Buarque e Ponteio, de Edu Lobo e Capinam.

Que saudade daqueles tempos! Daqueles festivais!

Por isso, compartilho com aqueles que nunca viram um desses vídeos ou nunca ouviu uma dessas canções, a beleza das palavras, a intensidade e paixão dos intérpretes e a galera indo ao delírio!




"(...) Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu..."




(...)
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração..."






Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Prá cantar...(4x)

E você, do que tem saudades na vida mesmo sem tê-lo vivido!?

Grande abraço!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Palavras do gênio Bilac

Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.

Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.

E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;

E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.

(Olavo Bilac)

Frases de Jabor

"A canalhalogia é uma ciência nova. Sem estudá-la não se pode entender o Brasil de hoje. Ela não é desvio, é a norma".

E não é a verdade?

segunda-feira, 26 de abril de 2010


No céu azul,
dois pássaros voam.
Acompanho-os de longe.
Que sorte,
quanta liberdade,
Contemplam toda a imensidão,
da Divina criação.
Mais um se achega à dupla.
Brincam.
Rodopiam.
Vivem!
Pudera eu viver como os pássaros.
Livre,
Voando,
Lá longe no céu.
Longe dos homens
E mais perto de Deus.

domingo, 25 de abril de 2010

Quando entramos no quarto,
naquele domingo à noite,
já sabia o que nos esperava.
Naquele quarto,
sorrimos juntos,
choramos,
crescemos,
renascemos.
Daquela vez, seria diferente.
Quando você começou a falar,
encostei-me num travesseiro,
pois sabia que aqueles momentos não seriam fáceis.
Olhando para o teto,
reparei em rachaduras, tão pequeninas,
que formavam caminhos sinuosos.
Será que elas já estavam lá antes
ou será que as rachaduras partiam de mim?
Foi quando você disse,
- É por isso que quero terminar.
As lágrimas rolaram mais fortes,
mais pesadas.
E as rachaduras,
viraram uma coisa só.
Permaneci imóvel,
com a cabeça voltada para o teto.
Não tinha reação.
Quando abri os olhos,
As rachaduras não estavam mais lá.
Sei que elas não sumiram,
apenas se juntaram àquelas que eu trazia comigo.
Você também trazia lágrimas nos olhos,
na alma,
no coração.
E o melhor a fazer era justamente,
o que você fez.
Me deixou ali,
Sozinho com minhas rachaduras.
"(...) Afinal de contas, acordar era como nascer. A gente emerge sem história. Depois, entre um piscar de olhos e um bocejo, reorganiza o passado, dispondo de fragmentos em ordem cronológica, reunindo forças para enfrentar o presente."

(Dennis Lehane, Ilha do Medo)

Música do dia - Marina Machado, Candura

Ela é uma das revelações da música mineira, já fez parceria com Flávio Venturini (inclusive, tem a música aqui no blog) e tem uma voz inconfundível.

Deixo com vocês, alguns versos de Candura, com Marina Machado (se não estou enganado, a letra é do Max de Castro).

" (...) Eu sei de cor que o amor que eu tenho por você
É o que eu tenho de melhor

A vida é dura mas ela só faz melhorar
A vida é dura mas ela só faz melhorar
Nesse meu navegar
Tudo é impreciso, incerto
E tem juros altos demais"



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Soneto das estrelas...


Ontem, enquanto fazia meu caminho ao lar
O céu fez para mim uma escolta,
Eu nem percebi o caminho de volta,
Admirado com as estrelas que teimavam em brilhar.

Sorria, sorria, aqui está seu presente.
Surpreso, acanhado, para cima olhei,
Foi quando, no espaço, ao longe avistei,
Um grupo de estrelas dançando contentes.

- Conosco, ao céu, queremos levar-te,
É Deus quem nos manda a Ele guiar
Levante, nos siga, aceite alegrar-te

- No espaço longínquo, está por ti a esperar.
De olhos fechados, aceito o convite
E sinto as estrelas, ao céu me elevar.

Brasil?



Brasil,
Da mata verde
Amarelo ouro,
Do azul anil?
Besteira.
Balela,
Infâmia.

Brasil,
Do amor eterno,
Um sonho intenso,
Um raio vívido?
Quem dera,
Já fora,
Outrora.

Brasil,
Do samba-rock,
Do futebol,
De sol e praia?
Engana,
Esconde.
A quem valha!

Brasil,
Do lixo,
Luxo,
Do vício?
Pois não,
Assim,
Mostra tua cara!


domingo, 18 de abril de 2010

Música do dia - Noites com sol, Flávio Venturini


Sabe aquela música, que você ouve uma vez, e a letra, a melodia, o ritmo, tudo, fica na sua cabeça pra sempre?


Conheci Flávio Venturino há uns 10 anos atrás, ainda adolescente, assim que descobri de verdade, o que era MPB.


Noites com Sol é pura poesia, sentimento! É a cara do Flávio Venturini, um dos maiores artistas de nossa música!


Noites com Sol

Ouvi dizer que são milagres
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol

Onde só tem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir a janela
Noites com sol e neblina
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol

Livre será se não te prendem
Constelações
Então verás que não se vendem
Ilusões
Vem que eu estou tão só
Vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar

Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar


E com vocês, deixo uma das minhas músicas prediletas. Uma daquelas que eu ouço, inúmeras vezes e sempre me emociono!
Versão ao vivo, com participação da revelação mineira, Marina Machado



Vinicius de Moraes

Faço das palavras de Vinicius, o que sinto neste momento.

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

(Vinicius de Moraes)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Música do dia: Falling Slowly

Galera,

Não costumo postar músicas que não sejam brasileiras por aqui, é mais uma questão de gosto mesmo. Mas, passeando pelos blogs de uns amigos, mais especificamente da Lígia, o Sem Rodeios (hoje, só estou me apropriando das ideias alheias né?), encontrei uma música que realmente me tocou. Pela sinceridade, pela letra, pela melodia, pelas vozes, pelo sentimento.

Trata-se de Falling Slowly, de Glen Hansard e Markéta Irglová.
Essa música, simplesmente ganhou o Oscar de Melhor Canção Original de 2008 (e eu não fazia ideia de sua existência! Que feio Luiz!).

Ela faz parte da trilha sonora do filme Once, estrelado pelos próprios cantores.
O filme teve orçamento de apenas 70 mil dólares (quase um Avatar da vida né! rs), fez um mega sucesso e virou uma febre independente na Europa (o filme é irlandês).


Peguei uma sinopse do filme, no site interfilmes.com:

Once (Apenas Uma Vez) é um daqueles conto de fadas urbanos, que você sai do cinema fazendo seu máximo para evitar entrar em contato com a vida real novamente. (L.A. Weekly).



Ele é um talentoso músico, que ganha a vida com seu violão nas ruas de Dublin e ajuda o pai em uma loja de aspiradores de pó. Ela é tcheca que anda pelas mesmas ruas, vendendo rosas para sustentar sua família e tem como hobby o piano. O acaso fez com eles se encontrassem e a paixão pela música fará com que eles vivam uma experiência inesquecível. Uma linda história de amor embalada por músicas que traduzem os caminhos do coração.

A trilha sonora, pelo menos, é de altíssima qualidade.
Deixo com vocês então, Falling Slowly.

Ouçam.
Apreciem.
Vale muito a pena!





Grande abraço!

Razão de ser, de viver, de escrever...

Peço licença e permissão à minha amiga Ingrid, do blog Pasárgada, para apropriar-me de um poema do Leminski, que traduz exatamente a minha razão de escrever.

Em uma frase, o grande Leminski, define: Escrevo porque preciso!

Será que tem de ter um porquê?


Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.

Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.

A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Paulo Leminski

quarta-feira, 14 de abril de 2010

As palavras do mestre Drummond!


Queria eu ter escrito essas palavras...

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as
suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!


(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Saudades de vovó


Quando vovó morreu,
Papai nem imaginava,
Que um dia,
Eu estaria por aqui.

Já faz tanto tempo.

Mas passe o tempo que for,
As lembranças sempre permanecerão pra ele.

Era fim de ano,
E as cigarras já começavam a cantar.

E então, vovó se foi.
Papai a carregou nas costas,
Sozinho.
Sofrendo a dor da perda,
Da morte,
da impotência,
a dor da saudade.

Tentou apagar da memória aquela cena.
Impossível.
Pois bastava uma cigarra cantar,
E ela voltava à sua memória.

Ainda hoje, ouço a prece de papai,
quando o fim de ano chega.

"Cigarra,
Só te peço uma coisa.
Não peço que pare teu canto,
Altivo, formoso em encanto.
Só peço que cante baixinho,
pra que eu não sinta mais a dor,
De não ver mamãe,
A quem amava tanto!"

Música do dia - Voz no ouvido, Pedro Mariano

Foi com essa música que despertei para a beleza da MPB!

"Deixa de lado essa tristeza
Beija, afasta esse tormento
Deita nesse amor desarrumado
Chega de perder tanto tempo"



Dicas culturais muito valiosas

Galera,

Tenho 2 dicas culturais super bacanas! Uma delas já é para esse final de semana, e é aqui pertinho, no Sesc Santo André. A outra é só em maio. Mas já é bom se preparar. Vai esgotar rapidinho!


IN ON IT

SESC Santo André

Dia(s) 17/04, 18/04 Sábado e domingo, às 20h.

Com texto de Daniel MacIvor, a peça traz ao palco dez personagens, todos vividos por Emílio de Mello e Fernando Eiras. Em cena, três planos diferentes se entrelaçam: um homem escreve uma peça sobre alguém que sofre um acidente, dois amantes veem seu amor terminar e, no último, dois homens contam esta história. Assim, três esferas são apresentadas e fundidas: a peça, o espetáculo e o passado. O pano de fundo das cenas é formado por paredes descobertas, duas cadeiras e uma iluminação que caracteriza cada diferente realidade.

Direção: Enrique Diaz. Com Emílio de Mello e Fernando Eiras.
Duração: 60 minutos.

R$ 20,00 [inteira]
R$ 10,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes]
R$ 5,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

PS* - A peça foi muitoooo bem recebida pela crítica, inclusive, ganhando vários prêmios, entre eles o Prêmio Shell (melhor ator e direção), no comecinho desse mês.


A outra dica vem de fora! E essa, eu esperava há um bom tempo!
Vou correndo atrás do meu ingresso!

Voca People Tour Brasil 2010

O grupo israelense Voca People volta ao Brasil. A trupe se apresenta em seis cidades, de 26 de abril a 23 de maio. Em São Paulo, o grupo canta nos dias 08 e 09 de maio, no Teatro Anhembi Morumbi.

Os artistas se auto-intitulam oito aliens, amigos do Planeta Voca – um mundo onde a comunicação é feita apenas por expressões vocais , que ao longo dos anos ouviram a música da Terra e agora querem por em prática a habilidade que desenvolveram: a de imitar sons. Assim, sem instrumentos ou qualquer outro recurso além de suas figuras impressionantes, unem com maestria teatro, música e performances em um show incrível. Cantorias à capela, coreografias e o moderno beat-box sons produzidos com a boca imitando instrumentos musicais , surpreendem as platéias em um espetáculo imperdível e muito bem humorado.

Fenômeno de acessos no Youtube, grupo performático Israelense, que transforma voz em música e sons de beat-box. O Voca People é um projeto que leva a assinatura do israelense Lior Kalfo, ganhador de prêmios em comédias. Ele passou quatro anos desenvolvendo a idéia e o conceito do grupo.

Voca People Tour Brasil 2010
Teatro Anhembi Morumbi
Local: Rua Dr. Almeida de Lima, 1134 – Mooca (próximo da estação Belém do Metrô)
Data: 08 e 09 de maio de 2010
Horário: sábado, 21h; domingo, 18h e 21h
Recomendação: livre
Preço: de R$ 60,00 a R$ 180,00
(11) 4003 1212
(Fonte: http://www.destaquesp.com/ - por Cléo Tassitani)



Pra quem não conhece o grupo, aí embaixo tem um aperitivo!


domingo, 11 de abril de 2010


"Enquanto você dorme, eu te admiro.
De olhos fechados, você sonha.
Mas, com o que estaria sonhando?
Com a vida,
Um amor,
Comigo?
Acaricio seus cabelos,
lisos, macios, envolventes.
E você, nem se mexe.
Permanece imóvel,
Absorta em seu sonho.
Suspiro, admirado por tamanha beleza.
E então, você abre os olhos.
Tudo pára por um ou dois segundos.
Você me dá um sorriso sutil,
E eu, beijo-lhe os lábios.
Um "eu te amo", verdadeiro, encerra a cena.
Cotidiana.
Corriqueira.
De cinema."

Música do dia - Paciência, Lenine

(...) "Enquanto todo mundo espera a cura do mal

E a loucura finge que isso tudo é normal

Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz

A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência" (...)

Seus olhos tristes,
Conversavam com os meus
Sem que disséssemos uma só palavra.
Por vezes, eles me suplicavam,
"Ama-me como outrora,
Como nos tempos em que eramos felizes.
Apenas, ama-me!"
Meus olhos responderam
Com uma lágrima,
Depois outra,
E mais outra.
Talvez, estivessem respondendo,
"Perdoa-me,
Perdoa-me por não te amar mais.
Mais uma lágrima lenta,
Escorrendo pelo rosto,
Completou a resposta.
Nossos olhos se fecharam
E ali, se encerrou nossa conversa.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Música do dia - Risos e Memórias

Na voz do Pedro Mariano, aliás, meu cantor predileto, essa música exala poesia, sentimento, coração!

Vale ouvi-la em momentos de alegria ou tristeza, hoje, amanhã, sempre!


Risos e Memórias (Diego Saldanha)

Quando você
Lembrar e passar por aqui
Deixe o orgulho de lado
Senta que eu posso te entender

Mude a canção
Aquela não serve pra mim
Deixa eu sentar do seu lado
Adormecer o passado
E ter a certeza que os meus sonhos
Brilhariam num olhar

(Refrão)
Eu espero que você não esqueca
Que eu te contava histórias
Que valiam risos e memórias
Tão sinceras
Que eu desejava o mundo
Dentro de um postal

Se amanhecer
Não há mais porque se enganar
Sei que já fomos culpados
Mas não me importo em me render

Tente encontrar
Caminhos na nova canção
Eu vou estar preparado
Pra me deitar do seu lado
E na certeza dos seus olhos
Haveria o meu lugar







quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bridgestone Music Festival 2010

No ano passado, o Bridgestone Music Festival dedicou duas noites aos 50 anos do "Kind of Blue", obra-prima de Miles Davis, um dos maiores jazzistas da história. Neste ano, o festival chega maior e com a proposta do ineditismo reforçada. Em quatro noites, de 19 a 22 de maio, passam pelo palco do Citibank Hall (zona oeste da cidade de São Paulo) revelações do jazz e de outras vertentes da música negra com repertório preparado especialmente para o evento.
Entre os que nunca fizeram show no Brasil, estão a cantora norte-americana Melissa Walker, que se apresenta com o contrabaixista Christian McBride, e o baterista argentino Daniel "Pipi" Piazzolla, que interpreta sucessos de seu avô Astor à frente do sexteto Escalandrum.
Inédito também no Brasil, o The Overtone Quartet tem em sua formação músicos bem-falados do jazz contemporâneo. Os "all stars" Dave Holland (baixo), Jason Moran (piano), Chris Potter (saxofone) e Eric Harland (bateria) se juntaram há pouco tempo, mas já fizeram fãs na Europa durante os festivais de verão de 2009.
Para compor a ala das exímias cantoras, o festival escolheu Dee Alexander, autora de um dos melhores discos de jazz da última década, segundo a publicação especializada "Down Beat", e Barbara Walker, ex-integrante da banda de soul Pieces of a Dream, que sobe ao palco escoltada pelo pianista e compositor Uri Caine. Alexander, por sua vez, vem com a banda Evolution Ensemble.
A potente música gospel, o legendário blues e o reinventivo soul chegam representados pela banda do clarinetista, saxofonista e compositor nova-iorquino Don Byron, a New Gospel Quintet e pelo trompetista Christian Scott, destaque também da cena norte-americana.
Dos mais conhecidos, o pianista Ahmad Jamal vem mostrar porque Miles Davis foi um de seus grandes fãs. Um dos principais representantes do jazz moderno, Jamal se apresenta no segundo dia do festival.


PROGRAMAÇÃO




19 de maio

Christian Scott Quintet / Uri Caine & Barbara Walker



20 de maio

Dee Alexander & Evolution Ensemble / Ahmad Jamal


21 de maio

The Overtone Quartet / Piazzolla y Piazzolla


22 de maio

Melissa Walker & Christian McBride / Don Byron & New Gospel Quintet



Citibank Hall - al. dos Jamaris, 21, Moema, zona oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/4003-5588. Qua. a sáb.: 21h. Abertura: 19/4. Até 22/4. Ing.: R$ 50 (setor 3), R$ 60 (setor 2), R$ 70 (setor 1), R$ 100 (setor VIP) e R$ 120 (camarotes).

(Fonte: Guia da Folha UOL)

Galera, só posso dizer uma coisa, ano passado fui ao Bridgestone Musical Festival e foi SENSACIONAL!

Sem dúvida alguma, esse ano, estarei lá novamente!

Acessem o site do festival, lá vcs encontram fotos, vídeos e mais informações!


http://www.bridgestonemusic.com.br/

RECOMENDADO!!!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tava com saudades de escrever uma crônica!

A bendita poltrona G

Voar nem sempre é uma experiência agradável.
Diz-se que o avião é o meio de transporte mais seguro que existe.
Mas, só aquelas recomendações no início de todo vôo, é de deixar qualquer um preocupado. Máscaras para despressurização da cabine, assentos que viram bóia, saídas de emergência!
Isso sem falar na comida! Tudo vem em miniatura, sem cor e sem gosto.
Não bastasse tudo isso, ainda temos de agüentar o “mega conforto” das poltronas.
Claro que quando digo isso, me refiro às poltronas da classe econômica. Porque, as da primeira classe são praticamente suítes de hotéis 5 estrelas. O passageiro só tem de apertar um botão e sua poltrona vira uma bela cama com uma massagista tailandesa exclusiva. Ou, uma jacuzzi com água a 40°C, sais aromáticos e um CD de mantra com canções gravadas pelos próprios monges tibetanos. Ou, uma cadeira na primeira fila de um show do Frank Sinatra. Frank Sinatra?
Pois é, o próprio. Isso é pra que vejamos como a primeira classe é poderosa!
Já os súditos da terceira classe, ou como rege o eufemismo, classe econômica, nos apertamos em poltronas pequenas, que reclinam meio centímetro. E quando reclinam né?
Os comissários de bordo que atendem a “classe econômica” receberam sua educação nas escolas mais conceituadas da Suíça. É uma vontaaade de ajudar, que eu vou te falar viu!
O pior de tudo ainda está por vir. Os vizinhos de assento.
Confesso que a primeira coisa que faço quando entro num avião é buscar meu assento e torcer pra ter uma boa companhia para o trajeto.
Boa companhia não se traduz em mulher bonita. Não necessariamente. Se for, que mal tem?
Mas pelo menos, uma pessoa simpática, que não encha o seu saco, ou que não durma no seu ombro em 95% da viagem.
Como sou muito sortudo, quase nunca tenho vizinhos assim.
Uma vez, num vôo de mais ou menos 10 horas, fui designado para sentar-me na última fileira de poltronas, ou seja, aquelas que não reclinam nem meio-centímetro.
Para piorar as coisas, a minha poltrona era a G! No meio de mais duas pessoas.
Não faltou torcida, mas sobrou azar.
Uma senhora, muito educada por sinal, quase me chutou quando percebeu que estava no lugar dela.
Não que eu estivesse tentando ser mau-caráter, foi desatenção mesmo.
Pois aquela velha, quer dizer, senhora, me fuzilava com o olhar, todas as vezes que eu precisava ir ao banheiro. Vou fazer o que, se a única coisa que servem no avião e que tem um gosto bom é água? E olha que geralmente, água não tem gosto.
Quando pensei que o outro assento estaria vazio, sentou-se um rapaz, muito delicado, que ao colocar sua mala no bagageiro, só faltou usar um pé de cabra.
Coitado dele. Acho que por causa do ar-condicionado, ele havia contraído um resfriado. Assoava o nariz de 3 em 3 minutos. Nos primeiros 10 minutos, achei que passaria. Mas depois, quase passei uma fita adesiva no nariz dele pra ver se parava pelo menos um pouco.
Achando que tudo estava perdido, afundado em meu banco confortável, rodeado por seres estranhos, inimigos, decidi dormir.
E não é que a tiazinha dormiu também?
No meu ombro!
E por mais que eu me sacudisse, ela arranjava um jeito de se acomodar. Acho que nunca sonhou tanto como naquele dia.
A aeromoça passou por mim e me perguntou se eu precisava de alguma coisa.
- Sim, você pode me trazer uma arma? eu perguntei a ela.
Ela não riu e ainda fez menção de chamar o comandante do avião. Bancando o engraçadinho, ainda continuei.
- Moça, estava só brincando. Não precisa ser uma arma não, pode ser só um pára-quedas.
Ela virou as costas e foi embora.
Quando chegamos ao nosso destino final, meu amigo com resfriado decidiu conversar comigo sobre seu doutorado. Ele fazia alguma coisa na área de zootecnia. Aí, bateu o medo.
Será que a gripe dele era suína ou aviária?
Foi então que a tiazinha acordou. Parecia a bela adormecida, abrindo os olhos e sorrindo para o seu príncipe encantado. A minha vontade era de ser a bruxa má, pra dar-lhe a maçã envenenada.
Nem desculpas ela pediu. Nem um, “foi sem querer”.
Tirou o cinto, levantou-se, pegou a mala no bagageiro e foi embora.
E eu reclamando das encoxadas que levava no trem, nos horários de rush.
É como já diz o bom e velho ditado, “pobre só se ferra mesmo”.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Depois de um trabalho voluntário preciosíssimo...

Amar é servir,
É se dar, é sentir.
Ama quem dá e quem recebe.

Dá-se um pedaço de pão,
Ganha-se um sorriso.
Oferecemos a mão,
E ganhamos um braço,
Um abraço,
Um coração.

Deve-se dar sem olhar a quem,
Afinal, fazer o bem
A alguém,
É dom de Deus, o altíssimo,
Nosso Senhor,
Amém!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Houve um dia...

Houve um dia na minha vida
Em que nada fazia sentido.
Não havia cores, cheiros, sons,
Meu arco-íris era branco e preto
Minhas flores não exalavam aroma algum.

Tudo era triste, sem graça, vazio.


Houve um dia então, que você apareceu.
Cor por cor,
Meu arco-íris foi se pintando.
As flores me seduziam de longe
E a vida, enfim era vivida.

Houve um dia, que eu amei seu jeito,
Sua fala, seu olhar.
Tudo em você me arrebatava,
Era impossível não te amar.

Houve um dia, que esse amor se foi.
Você se foi.
E eu fiquei.
Inerte, imóvel, infeliz.
Você me levara tudo,
E deixara o seu eu em mim.

Aprendi a ser feliz sem você,
Sem seu sorriso, sem seu amar.
Mas hoje, sei com certeza,
Houve um dia, que pra mim,
Sempre haverá.

Banda da Semana: Nosotros


Hoje em dia, é comum encontrarmos algumas bandas muito boas no nosso cenário musical. Porém, a banda que lhes apresento vai além disso.

O Nosotros tem uma sonoridade que me lembra Los Hermanos, metais que dão um toque todo especial à banda, instrumentistas afiados e vocais que exalam paixão. Pela música. Por tudo aquilo fazem.

Mais do que artistas, quando sobem ao palco, os integrantes são crianças que se divertem com seus brinquedos prediletos.

Com oito integrantes, e sonoridade pop rock, a banda passeia pelo folk e privilegia melodias em todos os âmbitos, com batidas marcantes e letras sensíveis.
Vale a pena conferir as faixas: "A Volta", "Sorte", "Lado B" e "Meu presente".
Ric, Lala e galera da banda, tô aqui torcendo por vocês!
E prometo que ainda vou vê-los ao vivaço!




(A qualidade não é tão boa, mas já dá pra ter uma ideia da qualidade musical da banda!)

terça-feira, 30 de março de 2010

Ah, as palavras...


Muitos me perguntam por que escrevo,
Se tenho alguma inspiração.
Respondo-lhes que não.
Não preciso de nada disso para escrever.
Tenho uma relação de amizade com as palavras.
Eu gosto muito delas e elas de mim.
Os verdadeiros amigos precisam de algum motivo,
Para fazer uma visita?
Uma surpresa?
O melhor não é quando aparecem sem que esperemos?
A alegria que sentimos não é maior?
Pois então,
Assim fazem comigo as palavras.
Passam dias e dias em minha presença.
Porém, como todo bom amigo, elas também se retiram.
Às vezes, se escondem, se afastam.
E eu as compreendo.
Todos nós precisamos disso.
Mas, elas sempre voltam.
Mais fortes, mais fiéis, mais companheiras.
Hoje, decidiram me visitar.
Abri a porta de casa, ofereci-lhes um café,
Algo para comer.
Elas acenaram que sim,
E sentaram-se comigo à mesa.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Crônica de um sábado infeliz

Era sábado à noite.
Fazia frio, mas não chovia. Tanto que muitas pessoas andavam pelas ruas.
Não me lembro que horas eram. Talvez, já passasse das dez, porque muitos restaurantes já fechavam. Era comum naquela cidade.
Me arrisquei a ir a algum lugar para ouvir música, distrair-me um pouco.
Desisti e parei num dos poucos lugares que ainda tinha as portas abertas.
Apenas uma garota ocupava uma das mesas do lugar. Ela já estava prestes a terminar seu prato. Mas comia com tanta lentidão, que parecia não querer sair daquele lugar jamais.
Olhei num dos murais do restaurante e pedi o mais básico.
Em poucos minutos, tinha o lanche que havia pedido nas mãos.
Sentei na mesa de frente pra garota, que parecia cada vez mais absorta nos seus devaneios mais profundos.
Na terceira mordida, deixei o lanche de lado. Não era ruim, mas estava longe de ser bom. Continuava apenas com o refrigerante.
A garota olhou na minha direção, e eu, dei um leve aceno com a cabeça, ao qual ela não respondeu.
Parecia angustiada. Com medo de algo que nem ela sabia o que era.
Já tinha terminado o lanche. Ficara pensando por minutos. Olhava pra cima. Pra baixo.
Perguntei se estava tudo bem com ela. Ela disse que não.
Eu disse que ela parecia preocupada. E ela disse que não também, que só estava cansada.
Então, ela se levantou e pegou um café. Bebeu-o com certa rapidez. Não trocamos mais palavras.
Num súbito movimento, ela se levantou e foi embora.
Mais três pessoas haviam entrado no restaurante.
Todos riam.
Pareciam felizes.
Menos aquela garota. E o dono do lugar.
Quando terminei o refrigerante, pensei em voltar a procurar um lugar para ouvir música.
Mas tão logo pensei, desisti.
E pedi um café.
Quem me chamava a atenção naquela hora, era o dono do lugar. Também estava triste.
Eu ouvira por cima, uma conversa de que naquele mesmo dia, ele havia perdido uma boa quantidade de dinheiro com apostas.
Puxei assunto. E ele logo me deu atenção.
Sentou-se na mesa em que a garota estivera minutos atrás.
Me disse que havia perdido muito dinheiro naquele dia. E que estava angustiado e nem trabalhar conseguia.
Vivia sozinho na cidade. Era paquistanês, já havia até trabalhado para uma importante autoridade do seu país natal. E há um bom tempo, morava ali.
Tinha juntado dinheiro e comprado o restaurante.
Não tinha filhos, família, mulher.
Só. Era assim que vivia. E se sentia mal por isso.
Apostava como distração. Que logo, se tornou um vício.
Já tinha perdido dinheiro de todas as maneiras possíveis. E se conformava cada vez mais com aquilo.
Conhecera certa garota na internet. Do leste europeu. E ela, lhe prometera que moraria com ele. Mas, que pra isso, precisava de um pouco de dinheiro. Pra acertar as coisas.
Dinheiro não era problema pra ele.
E ele dera.
Não só o dinheiro.
Dera sua confiança, sua esperança, sua ilusão.
Perguntei onde estava a garota e ele disse, que ela ainda não havia conseguido ir.
Mas que em breve, iria. Se tudo desse certo.
E se ele enviasse mais um pouco de dinheiro para a viagem.
Perguntei-lhe se ele daria o dinheiro.
Ele deu de ombros. E me devolveu a pergunta, “o que posso fazer”?
Olhei no relógio e vi que precisava ir. Logo, o metrô pararia suas atividades.
Tentei lhe dar uns conselhos. Disse para ter cuidados com o jogo. E com as mulheres.
Ele sorriu e me disse que sabia disso, só que já não conseguia mais.
Desejei-lhe sorte, recebendo o mesmo voto da parte dele.
Saí do restaurante pensativo.
Naquele momento, chovia levemente.
As garotas que estavam na calçada, corriam para se proteger.
Atravessei a rua, em direção ao metrô. Quando ele chegou, entrei. E deixei pra trás, aqueles dois seres infelizes.

segunda-feira, 22 de março de 2010

"O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro."

(Mia Couto, escritor moçambicano, no romance "Terra Sonâmbula")

"Já caía a noite.

E com ela, um sereno leve.

Quase imperceptível.

Da varanda do apartamento, ela observava o mundo.

Lá embaixo, ele o vivia.

Se entreolharam.

E tudo parou por alguns segundos.

Ela corou.

Ele sorriu.

Ele deu um passo adiante.

E ela o seguiu com o olhar.

O que será que ela pensava?, imaginou ele.

Ela não pensava em nada.

Apenas sentia.

Um aceno breve com a cabeça.

Um, até mais ver, com o olhar.

Os dois sorriram.

Ela saiu do sereno e voltou ao calor do apartamento.

E ele, se foi, sem olhar pra trás e seguiu seu caminho."


(08/10/2009)

HILÁRIO!


Essa galera não tem mais o que inventar! rs

quinta-feira, 18 de março de 2010

Gosta de samba?

Se sua resposta for não, você deveria conhecer o grupo Casuarina!
Criado em novembro de 2001, o Casuarina é um dos principais grupos da nova cena carioca de samba.
É aquele som gostoso, de uma harmonia instrumental impressionante, com vocais que conquistam também!
A rapaziada já gravou um DVD MTV e a tendência é traçarem um caminho de muito sucesso no novo cenário da Música Brasileira.

Pra quem não conhece, deixo-lhes então com Casuarina, numa música de muito sucesso com a Paula Lima, É isso aí (isso é problema dela).






Música de primeiríssima qualidade!
Viva Casuarina e o samba! Viva a Música Brasileira!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Boas opções para o fim de semana!

Quem curte boa música e a um preço acessível, tem boas opções aqui na região do ABC!

Duas das novas "divas" da nova MPB se apresentam sexta e sábado.

Na sexta-feira (19/03), quem se apresenta é Marina de la Riva, cantora que mescla elementos da música cubana com um sotaque e sonoridade tupiniquim! Sucesso de público e de crítica também, se apresenta às 20h, no SESC São Caetano, com ingressos variando de R$3,00 (para trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes) a R$12,00.



Já no sábado (20/03), quem sobe ao palco, só que dessa vez do SESC Santo André, é a já bem conhecida Céu. Ela apresenta as canções do seu mais novo trabalho, Vagarosa, a partir das 20h. A apresentação pode ser vista com ingressos que vão de R$5,00 a R$20,00.


Céu é hoje em dia, uma das artistas com maior reconhecimento no exterior (não é à toa, que a mineirinha já conquistou dois prêmios Grammy! Não é pra qualquer um não!).


E apesar de muitos a considerarem um dos expoentes da nova MPB, a cantora não chega a rejeitar o rótulo, mas prefere não ficar tão limitada a ele:

"O rótulo da MPB ficou limitado. Ele é bem abrangente, afinal é música popular brasileira. E me considero isso. Quando vou fazer um som, me alimento do que gosto e, como muitos outros da minha geração, me alimento não só de coisas específicas. Gostamos de ouvir música da Jamaica, agora estou escutando música etíope. Não penso que [tipo de] música estou fazendo. Simplesmente faço um som."

Fazer um som é com ela mesmo! Quer dizer, com elas!

domingo, 7 de março de 2010

A minha redescoberta do circo

Acrobracias, trapézios, mágicos e palhaços.
Sempre achei o picadeiro um lugar fascinante!
Os olhinhos das crianças brilham; pais ficam boquiabertos. A atmosfera é totalmente particular e única!

A gente cresce, começa a estudar, trabalhar e deixamos algumas coisas de lado. No meu caso, foi o picadeiro.
Há muito tempo não pisava num circo. E continuo sem o fazer.
Mas no mês passado, tive o prazer de estar presente numa apresentação do Cirque du Soleil, com o espetáculo Varekai.
Para dar um toque ainda mais especial, tudo isso aconteceu no Royal Albert Hall. Lotado!

Todos a postos, hora do show.

E que show!

Um jogo de cores e luzes, fantasias que se confundem com o cenário, músicos que dão andamento ao espetáculo, acrobatas que mais parecem mágicos no ar e mágico e sua ajudante que com um ar caricata, nos alegram a cada aparição.

As 3 horas de apresentação passam mais rápido do que o intervalo de 20 minutos no meio do espetáculo. Aplausos, suspiros, mais aplausos, rostos satisfeitos na platéia e no palco, porque sabem o quão foram perfeitos mais uma vez.

Ao sair do Royal Albert Hall, o que via eram crianças tentando imitar os movimentos dos garotinhos "chineses".

Esse sentimento é o que os artistas tentam despertar na gente.
Essa é a magia e a genialidade do circo.

E isso é Cirque du Soleil!