domingo, 25 de abril de 2010

Quando entramos no quarto,
naquele domingo à noite,
já sabia o que nos esperava.
Naquele quarto,
sorrimos juntos,
choramos,
crescemos,
renascemos.
Daquela vez, seria diferente.
Quando você começou a falar,
encostei-me num travesseiro,
pois sabia que aqueles momentos não seriam fáceis.
Olhando para o teto,
reparei em rachaduras, tão pequeninas,
que formavam caminhos sinuosos.
Será que elas já estavam lá antes
ou será que as rachaduras partiam de mim?
Foi quando você disse,
- É por isso que quero terminar.
As lágrimas rolaram mais fortes,
mais pesadas.
E as rachaduras,
viraram uma coisa só.
Permaneci imóvel,
com a cabeça voltada para o teto.
Não tinha reação.
Quando abri os olhos,
As rachaduras não estavam mais lá.
Sei que elas não sumiram,
apenas se juntaram àquelas que eu trazia comigo.
Você também trazia lágrimas nos olhos,
na alma,
no coração.
E o melhor a fazer era justamente,
o que você fez.
Me deixou ali,
Sozinho com minhas rachaduras.
"(...) Afinal de contas, acordar era como nascer. A gente emerge sem história. Depois, entre um piscar de olhos e um bocejo, reorganiza o passado, dispondo de fragmentos em ordem cronológica, reunindo forças para enfrentar o presente."

(Dennis Lehane, Ilha do Medo)

Música do dia - Marina Machado, Candura

Ela é uma das revelações da música mineira, já fez parceria com Flávio Venturini (inclusive, tem a música aqui no blog) e tem uma voz inconfundível.

Deixo com vocês, alguns versos de Candura, com Marina Machado (se não estou enganado, a letra é do Max de Castro).

" (...) Eu sei de cor que o amor que eu tenho por você
É o que eu tenho de melhor

A vida é dura mas ela só faz melhorar
A vida é dura mas ela só faz melhorar
Nesse meu navegar
Tudo é impreciso, incerto
E tem juros altos demais"



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Soneto das estrelas...


Ontem, enquanto fazia meu caminho ao lar
O céu fez para mim uma escolta,
Eu nem percebi o caminho de volta,
Admirado com as estrelas que teimavam em brilhar.

Sorria, sorria, aqui está seu presente.
Surpreso, acanhado, para cima olhei,
Foi quando, no espaço, ao longe avistei,
Um grupo de estrelas dançando contentes.

- Conosco, ao céu, queremos levar-te,
É Deus quem nos manda a Ele guiar
Levante, nos siga, aceite alegrar-te

- No espaço longínquo, está por ti a esperar.
De olhos fechados, aceito o convite
E sinto as estrelas, ao céu me elevar.

Brasil?



Brasil,
Da mata verde
Amarelo ouro,
Do azul anil?
Besteira.
Balela,
Infâmia.

Brasil,
Do amor eterno,
Um sonho intenso,
Um raio vívido?
Quem dera,
Já fora,
Outrora.

Brasil,
Do samba-rock,
Do futebol,
De sol e praia?
Engana,
Esconde.
A quem valha!

Brasil,
Do lixo,
Luxo,
Do vício?
Pois não,
Assim,
Mostra tua cara!


domingo, 18 de abril de 2010

Música do dia - Noites com sol, Flávio Venturini


Sabe aquela música, que você ouve uma vez, e a letra, a melodia, o ritmo, tudo, fica na sua cabeça pra sempre?


Conheci Flávio Venturino há uns 10 anos atrás, ainda adolescente, assim que descobri de verdade, o que era MPB.


Noites com Sol é pura poesia, sentimento! É a cara do Flávio Venturini, um dos maiores artistas de nossa música!


Noites com Sol

Ouvi dizer que são milagres
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol

Onde só tem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir a janela
Noites com sol e neblina
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol

Livre será se não te prendem
Constelações
Então verás que não se vendem
Ilusões
Vem que eu estou tão só
Vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar

Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar


E com vocês, deixo uma das minhas músicas prediletas. Uma daquelas que eu ouço, inúmeras vezes e sempre me emociono!
Versão ao vivo, com participação da revelação mineira, Marina Machado



Vinicius de Moraes

Faço das palavras de Vinicius, o que sinto neste momento.

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

(Vinicius de Moraes)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Música do dia: Falling Slowly

Galera,

Não costumo postar músicas que não sejam brasileiras por aqui, é mais uma questão de gosto mesmo. Mas, passeando pelos blogs de uns amigos, mais especificamente da Lígia, o Sem Rodeios (hoje, só estou me apropriando das ideias alheias né?), encontrei uma música que realmente me tocou. Pela sinceridade, pela letra, pela melodia, pelas vozes, pelo sentimento.

Trata-se de Falling Slowly, de Glen Hansard e Markéta Irglová.
Essa música, simplesmente ganhou o Oscar de Melhor Canção Original de 2008 (e eu não fazia ideia de sua existência! Que feio Luiz!).

Ela faz parte da trilha sonora do filme Once, estrelado pelos próprios cantores.
O filme teve orçamento de apenas 70 mil dólares (quase um Avatar da vida né! rs), fez um mega sucesso e virou uma febre independente na Europa (o filme é irlandês).


Peguei uma sinopse do filme, no site interfilmes.com:

Once (Apenas Uma Vez) é um daqueles conto de fadas urbanos, que você sai do cinema fazendo seu máximo para evitar entrar em contato com a vida real novamente. (L.A. Weekly).



Ele é um talentoso músico, que ganha a vida com seu violão nas ruas de Dublin e ajuda o pai em uma loja de aspiradores de pó. Ela é tcheca que anda pelas mesmas ruas, vendendo rosas para sustentar sua família e tem como hobby o piano. O acaso fez com eles se encontrassem e a paixão pela música fará com que eles vivam uma experiência inesquecível. Uma linda história de amor embalada por músicas que traduzem os caminhos do coração.

A trilha sonora, pelo menos, é de altíssima qualidade.
Deixo com vocês então, Falling Slowly.

Ouçam.
Apreciem.
Vale muito a pena!





Grande abraço!

Razão de ser, de viver, de escrever...

Peço licença e permissão à minha amiga Ingrid, do blog Pasárgada, para apropriar-me de um poema do Leminski, que traduz exatamente a minha razão de escrever.

Em uma frase, o grande Leminski, define: Escrevo porque preciso!

Será que tem de ter um porquê?


Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.

Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.

A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Paulo Leminski

quarta-feira, 14 de abril de 2010

As palavras do mestre Drummond!


Queria eu ter escrito essas palavras...

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as
suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!


(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Saudades de vovó


Quando vovó morreu,
Papai nem imaginava,
Que um dia,
Eu estaria por aqui.

Já faz tanto tempo.

Mas passe o tempo que for,
As lembranças sempre permanecerão pra ele.

Era fim de ano,
E as cigarras já começavam a cantar.

E então, vovó se foi.
Papai a carregou nas costas,
Sozinho.
Sofrendo a dor da perda,
Da morte,
da impotência,
a dor da saudade.

Tentou apagar da memória aquela cena.
Impossível.
Pois bastava uma cigarra cantar,
E ela voltava à sua memória.

Ainda hoje, ouço a prece de papai,
quando o fim de ano chega.

"Cigarra,
Só te peço uma coisa.
Não peço que pare teu canto,
Altivo, formoso em encanto.
Só peço que cante baixinho,
pra que eu não sinta mais a dor,
De não ver mamãe,
A quem amava tanto!"

Música do dia - Voz no ouvido, Pedro Mariano

Foi com essa música que despertei para a beleza da MPB!

"Deixa de lado essa tristeza
Beija, afasta esse tormento
Deita nesse amor desarrumado
Chega de perder tanto tempo"



Dicas culturais muito valiosas

Galera,

Tenho 2 dicas culturais super bacanas! Uma delas já é para esse final de semana, e é aqui pertinho, no Sesc Santo André. A outra é só em maio. Mas já é bom se preparar. Vai esgotar rapidinho!


IN ON IT

SESC Santo André

Dia(s) 17/04, 18/04 Sábado e domingo, às 20h.

Com texto de Daniel MacIvor, a peça traz ao palco dez personagens, todos vividos por Emílio de Mello e Fernando Eiras. Em cena, três planos diferentes se entrelaçam: um homem escreve uma peça sobre alguém que sofre um acidente, dois amantes veem seu amor terminar e, no último, dois homens contam esta história. Assim, três esferas são apresentadas e fundidas: a peça, o espetáculo e o passado. O pano de fundo das cenas é formado por paredes descobertas, duas cadeiras e uma iluminação que caracteriza cada diferente realidade.

Direção: Enrique Diaz. Com Emílio de Mello e Fernando Eiras.
Duração: 60 minutos.

R$ 20,00 [inteira]
R$ 10,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes]
R$ 5,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

PS* - A peça foi muitoooo bem recebida pela crítica, inclusive, ganhando vários prêmios, entre eles o Prêmio Shell (melhor ator e direção), no comecinho desse mês.


A outra dica vem de fora! E essa, eu esperava há um bom tempo!
Vou correndo atrás do meu ingresso!

Voca People Tour Brasil 2010

O grupo israelense Voca People volta ao Brasil. A trupe se apresenta em seis cidades, de 26 de abril a 23 de maio. Em São Paulo, o grupo canta nos dias 08 e 09 de maio, no Teatro Anhembi Morumbi.

Os artistas se auto-intitulam oito aliens, amigos do Planeta Voca – um mundo onde a comunicação é feita apenas por expressões vocais , que ao longo dos anos ouviram a música da Terra e agora querem por em prática a habilidade que desenvolveram: a de imitar sons. Assim, sem instrumentos ou qualquer outro recurso além de suas figuras impressionantes, unem com maestria teatro, música e performances em um show incrível. Cantorias à capela, coreografias e o moderno beat-box sons produzidos com a boca imitando instrumentos musicais , surpreendem as platéias em um espetáculo imperdível e muito bem humorado.

Fenômeno de acessos no Youtube, grupo performático Israelense, que transforma voz em música e sons de beat-box. O Voca People é um projeto que leva a assinatura do israelense Lior Kalfo, ganhador de prêmios em comédias. Ele passou quatro anos desenvolvendo a idéia e o conceito do grupo.

Voca People Tour Brasil 2010
Teatro Anhembi Morumbi
Local: Rua Dr. Almeida de Lima, 1134 – Mooca (próximo da estação Belém do Metrô)
Data: 08 e 09 de maio de 2010
Horário: sábado, 21h; domingo, 18h e 21h
Recomendação: livre
Preço: de R$ 60,00 a R$ 180,00
(11) 4003 1212
(Fonte: http://www.destaquesp.com/ - por Cléo Tassitani)



Pra quem não conhece o grupo, aí embaixo tem um aperitivo!


domingo, 11 de abril de 2010


"Enquanto você dorme, eu te admiro.
De olhos fechados, você sonha.
Mas, com o que estaria sonhando?
Com a vida,
Um amor,
Comigo?
Acaricio seus cabelos,
lisos, macios, envolventes.
E você, nem se mexe.
Permanece imóvel,
Absorta em seu sonho.
Suspiro, admirado por tamanha beleza.
E então, você abre os olhos.
Tudo pára por um ou dois segundos.
Você me dá um sorriso sutil,
E eu, beijo-lhe os lábios.
Um "eu te amo", verdadeiro, encerra a cena.
Cotidiana.
Corriqueira.
De cinema."

Música do dia - Paciência, Lenine

(...) "Enquanto todo mundo espera a cura do mal

E a loucura finge que isso tudo é normal

Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz

A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência" (...)

Seus olhos tristes,
Conversavam com os meus
Sem que disséssemos uma só palavra.
Por vezes, eles me suplicavam,
"Ama-me como outrora,
Como nos tempos em que eramos felizes.
Apenas, ama-me!"
Meus olhos responderam
Com uma lágrima,
Depois outra,
E mais outra.
Talvez, estivessem respondendo,
"Perdoa-me,
Perdoa-me por não te amar mais.
Mais uma lágrima lenta,
Escorrendo pelo rosto,
Completou a resposta.
Nossos olhos se fecharam
E ali, se encerrou nossa conversa.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Música do dia - Risos e Memórias

Na voz do Pedro Mariano, aliás, meu cantor predileto, essa música exala poesia, sentimento, coração!

Vale ouvi-la em momentos de alegria ou tristeza, hoje, amanhã, sempre!


Risos e Memórias (Diego Saldanha)

Quando você
Lembrar e passar por aqui
Deixe o orgulho de lado
Senta que eu posso te entender

Mude a canção
Aquela não serve pra mim
Deixa eu sentar do seu lado
Adormecer o passado
E ter a certeza que os meus sonhos
Brilhariam num olhar

(Refrão)
Eu espero que você não esqueca
Que eu te contava histórias
Que valiam risos e memórias
Tão sinceras
Que eu desejava o mundo
Dentro de um postal

Se amanhecer
Não há mais porque se enganar
Sei que já fomos culpados
Mas não me importo em me render

Tente encontrar
Caminhos na nova canção
Eu vou estar preparado
Pra me deitar do seu lado
E na certeza dos seus olhos
Haveria o meu lugar







quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bridgestone Music Festival 2010

No ano passado, o Bridgestone Music Festival dedicou duas noites aos 50 anos do "Kind of Blue", obra-prima de Miles Davis, um dos maiores jazzistas da história. Neste ano, o festival chega maior e com a proposta do ineditismo reforçada. Em quatro noites, de 19 a 22 de maio, passam pelo palco do Citibank Hall (zona oeste da cidade de São Paulo) revelações do jazz e de outras vertentes da música negra com repertório preparado especialmente para o evento.
Entre os que nunca fizeram show no Brasil, estão a cantora norte-americana Melissa Walker, que se apresenta com o contrabaixista Christian McBride, e o baterista argentino Daniel "Pipi" Piazzolla, que interpreta sucessos de seu avô Astor à frente do sexteto Escalandrum.
Inédito também no Brasil, o The Overtone Quartet tem em sua formação músicos bem-falados do jazz contemporâneo. Os "all stars" Dave Holland (baixo), Jason Moran (piano), Chris Potter (saxofone) e Eric Harland (bateria) se juntaram há pouco tempo, mas já fizeram fãs na Europa durante os festivais de verão de 2009.
Para compor a ala das exímias cantoras, o festival escolheu Dee Alexander, autora de um dos melhores discos de jazz da última década, segundo a publicação especializada "Down Beat", e Barbara Walker, ex-integrante da banda de soul Pieces of a Dream, que sobe ao palco escoltada pelo pianista e compositor Uri Caine. Alexander, por sua vez, vem com a banda Evolution Ensemble.
A potente música gospel, o legendário blues e o reinventivo soul chegam representados pela banda do clarinetista, saxofonista e compositor nova-iorquino Don Byron, a New Gospel Quintet e pelo trompetista Christian Scott, destaque também da cena norte-americana.
Dos mais conhecidos, o pianista Ahmad Jamal vem mostrar porque Miles Davis foi um de seus grandes fãs. Um dos principais representantes do jazz moderno, Jamal se apresenta no segundo dia do festival.


PROGRAMAÇÃO




19 de maio

Christian Scott Quintet / Uri Caine & Barbara Walker



20 de maio

Dee Alexander & Evolution Ensemble / Ahmad Jamal


21 de maio

The Overtone Quartet / Piazzolla y Piazzolla


22 de maio

Melissa Walker & Christian McBride / Don Byron & New Gospel Quintet



Citibank Hall - al. dos Jamaris, 21, Moema, zona oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/4003-5588. Qua. a sáb.: 21h. Abertura: 19/4. Até 22/4. Ing.: R$ 50 (setor 3), R$ 60 (setor 2), R$ 70 (setor 1), R$ 100 (setor VIP) e R$ 120 (camarotes).

(Fonte: Guia da Folha UOL)

Galera, só posso dizer uma coisa, ano passado fui ao Bridgestone Musical Festival e foi SENSACIONAL!

Sem dúvida alguma, esse ano, estarei lá novamente!

Acessem o site do festival, lá vcs encontram fotos, vídeos e mais informações!


http://www.bridgestonemusic.com.br/

RECOMENDADO!!!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tava com saudades de escrever uma crônica!

A bendita poltrona G

Voar nem sempre é uma experiência agradável.
Diz-se que o avião é o meio de transporte mais seguro que existe.
Mas, só aquelas recomendações no início de todo vôo, é de deixar qualquer um preocupado. Máscaras para despressurização da cabine, assentos que viram bóia, saídas de emergência!
Isso sem falar na comida! Tudo vem em miniatura, sem cor e sem gosto.
Não bastasse tudo isso, ainda temos de agüentar o “mega conforto” das poltronas.
Claro que quando digo isso, me refiro às poltronas da classe econômica. Porque, as da primeira classe são praticamente suítes de hotéis 5 estrelas. O passageiro só tem de apertar um botão e sua poltrona vira uma bela cama com uma massagista tailandesa exclusiva. Ou, uma jacuzzi com água a 40°C, sais aromáticos e um CD de mantra com canções gravadas pelos próprios monges tibetanos. Ou, uma cadeira na primeira fila de um show do Frank Sinatra. Frank Sinatra?
Pois é, o próprio. Isso é pra que vejamos como a primeira classe é poderosa!
Já os súditos da terceira classe, ou como rege o eufemismo, classe econômica, nos apertamos em poltronas pequenas, que reclinam meio centímetro. E quando reclinam né?
Os comissários de bordo que atendem a “classe econômica” receberam sua educação nas escolas mais conceituadas da Suíça. É uma vontaaade de ajudar, que eu vou te falar viu!
O pior de tudo ainda está por vir. Os vizinhos de assento.
Confesso que a primeira coisa que faço quando entro num avião é buscar meu assento e torcer pra ter uma boa companhia para o trajeto.
Boa companhia não se traduz em mulher bonita. Não necessariamente. Se for, que mal tem?
Mas pelo menos, uma pessoa simpática, que não encha o seu saco, ou que não durma no seu ombro em 95% da viagem.
Como sou muito sortudo, quase nunca tenho vizinhos assim.
Uma vez, num vôo de mais ou menos 10 horas, fui designado para sentar-me na última fileira de poltronas, ou seja, aquelas que não reclinam nem meio-centímetro.
Para piorar as coisas, a minha poltrona era a G! No meio de mais duas pessoas.
Não faltou torcida, mas sobrou azar.
Uma senhora, muito educada por sinal, quase me chutou quando percebeu que estava no lugar dela.
Não que eu estivesse tentando ser mau-caráter, foi desatenção mesmo.
Pois aquela velha, quer dizer, senhora, me fuzilava com o olhar, todas as vezes que eu precisava ir ao banheiro. Vou fazer o que, se a única coisa que servem no avião e que tem um gosto bom é água? E olha que geralmente, água não tem gosto.
Quando pensei que o outro assento estaria vazio, sentou-se um rapaz, muito delicado, que ao colocar sua mala no bagageiro, só faltou usar um pé de cabra.
Coitado dele. Acho que por causa do ar-condicionado, ele havia contraído um resfriado. Assoava o nariz de 3 em 3 minutos. Nos primeiros 10 minutos, achei que passaria. Mas depois, quase passei uma fita adesiva no nariz dele pra ver se parava pelo menos um pouco.
Achando que tudo estava perdido, afundado em meu banco confortável, rodeado por seres estranhos, inimigos, decidi dormir.
E não é que a tiazinha dormiu também?
No meu ombro!
E por mais que eu me sacudisse, ela arranjava um jeito de se acomodar. Acho que nunca sonhou tanto como naquele dia.
A aeromoça passou por mim e me perguntou se eu precisava de alguma coisa.
- Sim, você pode me trazer uma arma? eu perguntei a ela.
Ela não riu e ainda fez menção de chamar o comandante do avião. Bancando o engraçadinho, ainda continuei.
- Moça, estava só brincando. Não precisa ser uma arma não, pode ser só um pára-quedas.
Ela virou as costas e foi embora.
Quando chegamos ao nosso destino final, meu amigo com resfriado decidiu conversar comigo sobre seu doutorado. Ele fazia alguma coisa na área de zootecnia. Aí, bateu o medo.
Será que a gripe dele era suína ou aviária?
Foi então que a tiazinha acordou. Parecia a bela adormecida, abrindo os olhos e sorrindo para o seu príncipe encantado. A minha vontade era de ser a bruxa má, pra dar-lhe a maçã envenenada.
Nem desculpas ela pediu. Nem um, “foi sem querer”.
Tirou o cinto, levantou-se, pegou a mala no bagageiro e foi embora.
E eu reclamando das encoxadas que levava no trem, nos horários de rush.
É como já diz o bom e velho ditado, “pobre só se ferra mesmo”.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Depois de um trabalho voluntário preciosíssimo...

Amar é servir,
É se dar, é sentir.
Ama quem dá e quem recebe.

Dá-se um pedaço de pão,
Ganha-se um sorriso.
Oferecemos a mão,
E ganhamos um braço,
Um abraço,
Um coração.

Deve-se dar sem olhar a quem,
Afinal, fazer o bem
A alguém,
É dom de Deus, o altíssimo,
Nosso Senhor,
Amém!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Houve um dia...

Houve um dia na minha vida
Em que nada fazia sentido.
Não havia cores, cheiros, sons,
Meu arco-íris era branco e preto
Minhas flores não exalavam aroma algum.

Tudo era triste, sem graça, vazio.


Houve um dia então, que você apareceu.
Cor por cor,
Meu arco-íris foi se pintando.
As flores me seduziam de longe
E a vida, enfim era vivida.

Houve um dia, que eu amei seu jeito,
Sua fala, seu olhar.
Tudo em você me arrebatava,
Era impossível não te amar.

Houve um dia, que esse amor se foi.
Você se foi.
E eu fiquei.
Inerte, imóvel, infeliz.
Você me levara tudo,
E deixara o seu eu em mim.

Aprendi a ser feliz sem você,
Sem seu sorriso, sem seu amar.
Mas hoje, sei com certeza,
Houve um dia, que pra mim,
Sempre haverá.

Banda da Semana: Nosotros


Hoje em dia, é comum encontrarmos algumas bandas muito boas no nosso cenário musical. Porém, a banda que lhes apresento vai além disso.

O Nosotros tem uma sonoridade que me lembra Los Hermanos, metais que dão um toque todo especial à banda, instrumentistas afiados e vocais que exalam paixão. Pela música. Por tudo aquilo fazem.

Mais do que artistas, quando sobem ao palco, os integrantes são crianças que se divertem com seus brinquedos prediletos.

Com oito integrantes, e sonoridade pop rock, a banda passeia pelo folk e privilegia melodias em todos os âmbitos, com batidas marcantes e letras sensíveis.
Vale a pena conferir as faixas: "A Volta", "Sorte", "Lado B" e "Meu presente".
Ric, Lala e galera da banda, tô aqui torcendo por vocês!
E prometo que ainda vou vê-los ao vivaço!




(A qualidade não é tão boa, mas já dá pra ter uma ideia da qualidade musical da banda!)

terça-feira, 30 de março de 2010

Ah, as palavras...


Muitos me perguntam por que escrevo,
Se tenho alguma inspiração.
Respondo-lhes que não.
Não preciso de nada disso para escrever.
Tenho uma relação de amizade com as palavras.
Eu gosto muito delas e elas de mim.
Os verdadeiros amigos precisam de algum motivo,
Para fazer uma visita?
Uma surpresa?
O melhor não é quando aparecem sem que esperemos?
A alegria que sentimos não é maior?
Pois então,
Assim fazem comigo as palavras.
Passam dias e dias em minha presença.
Porém, como todo bom amigo, elas também se retiram.
Às vezes, se escondem, se afastam.
E eu as compreendo.
Todos nós precisamos disso.
Mas, elas sempre voltam.
Mais fortes, mais fiéis, mais companheiras.
Hoje, decidiram me visitar.
Abri a porta de casa, ofereci-lhes um café,
Algo para comer.
Elas acenaram que sim,
E sentaram-se comigo à mesa.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Crônica de um sábado infeliz

Era sábado à noite.
Fazia frio, mas não chovia. Tanto que muitas pessoas andavam pelas ruas.
Não me lembro que horas eram. Talvez, já passasse das dez, porque muitos restaurantes já fechavam. Era comum naquela cidade.
Me arrisquei a ir a algum lugar para ouvir música, distrair-me um pouco.
Desisti e parei num dos poucos lugares que ainda tinha as portas abertas.
Apenas uma garota ocupava uma das mesas do lugar. Ela já estava prestes a terminar seu prato. Mas comia com tanta lentidão, que parecia não querer sair daquele lugar jamais.
Olhei num dos murais do restaurante e pedi o mais básico.
Em poucos minutos, tinha o lanche que havia pedido nas mãos.
Sentei na mesa de frente pra garota, que parecia cada vez mais absorta nos seus devaneios mais profundos.
Na terceira mordida, deixei o lanche de lado. Não era ruim, mas estava longe de ser bom. Continuava apenas com o refrigerante.
A garota olhou na minha direção, e eu, dei um leve aceno com a cabeça, ao qual ela não respondeu.
Parecia angustiada. Com medo de algo que nem ela sabia o que era.
Já tinha terminado o lanche. Ficara pensando por minutos. Olhava pra cima. Pra baixo.
Perguntei se estava tudo bem com ela. Ela disse que não.
Eu disse que ela parecia preocupada. E ela disse que não também, que só estava cansada.
Então, ela se levantou e pegou um café. Bebeu-o com certa rapidez. Não trocamos mais palavras.
Num súbito movimento, ela se levantou e foi embora.
Mais três pessoas haviam entrado no restaurante.
Todos riam.
Pareciam felizes.
Menos aquela garota. E o dono do lugar.
Quando terminei o refrigerante, pensei em voltar a procurar um lugar para ouvir música.
Mas tão logo pensei, desisti.
E pedi um café.
Quem me chamava a atenção naquela hora, era o dono do lugar. Também estava triste.
Eu ouvira por cima, uma conversa de que naquele mesmo dia, ele havia perdido uma boa quantidade de dinheiro com apostas.
Puxei assunto. E ele logo me deu atenção.
Sentou-se na mesa em que a garota estivera minutos atrás.
Me disse que havia perdido muito dinheiro naquele dia. E que estava angustiado e nem trabalhar conseguia.
Vivia sozinho na cidade. Era paquistanês, já havia até trabalhado para uma importante autoridade do seu país natal. E há um bom tempo, morava ali.
Tinha juntado dinheiro e comprado o restaurante.
Não tinha filhos, família, mulher.
Só. Era assim que vivia. E se sentia mal por isso.
Apostava como distração. Que logo, se tornou um vício.
Já tinha perdido dinheiro de todas as maneiras possíveis. E se conformava cada vez mais com aquilo.
Conhecera certa garota na internet. Do leste europeu. E ela, lhe prometera que moraria com ele. Mas, que pra isso, precisava de um pouco de dinheiro. Pra acertar as coisas.
Dinheiro não era problema pra ele.
E ele dera.
Não só o dinheiro.
Dera sua confiança, sua esperança, sua ilusão.
Perguntei onde estava a garota e ele disse, que ela ainda não havia conseguido ir.
Mas que em breve, iria. Se tudo desse certo.
E se ele enviasse mais um pouco de dinheiro para a viagem.
Perguntei-lhe se ele daria o dinheiro.
Ele deu de ombros. E me devolveu a pergunta, “o que posso fazer”?
Olhei no relógio e vi que precisava ir. Logo, o metrô pararia suas atividades.
Tentei lhe dar uns conselhos. Disse para ter cuidados com o jogo. E com as mulheres.
Ele sorriu e me disse que sabia disso, só que já não conseguia mais.
Desejei-lhe sorte, recebendo o mesmo voto da parte dele.
Saí do restaurante pensativo.
Naquele momento, chovia levemente.
As garotas que estavam na calçada, corriam para se proteger.
Atravessei a rua, em direção ao metrô. Quando ele chegou, entrei. E deixei pra trás, aqueles dois seres infelizes.

segunda-feira, 22 de março de 2010

"O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro."

(Mia Couto, escritor moçambicano, no romance "Terra Sonâmbula")

"Já caía a noite.

E com ela, um sereno leve.

Quase imperceptível.

Da varanda do apartamento, ela observava o mundo.

Lá embaixo, ele o vivia.

Se entreolharam.

E tudo parou por alguns segundos.

Ela corou.

Ele sorriu.

Ele deu um passo adiante.

E ela o seguiu com o olhar.

O que será que ela pensava?, imaginou ele.

Ela não pensava em nada.

Apenas sentia.

Um aceno breve com a cabeça.

Um, até mais ver, com o olhar.

Os dois sorriram.

Ela saiu do sereno e voltou ao calor do apartamento.

E ele, se foi, sem olhar pra trás e seguiu seu caminho."


(08/10/2009)

HILÁRIO!


Essa galera não tem mais o que inventar! rs

quinta-feira, 18 de março de 2010

Gosta de samba?

Se sua resposta for não, você deveria conhecer o grupo Casuarina!
Criado em novembro de 2001, o Casuarina é um dos principais grupos da nova cena carioca de samba.
É aquele som gostoso, de uma harmonia instrumental impressionante, com vocais que conquistam também!
A rapaziada já gravou um DVD MTV e a tendência é traçarem um caminho de muito sucesso no novo cenário da Música Brasileira.

Pra quem não conhece, deixo-lhes então com Casuarina, numa música de muito sucesso com a Paula Lima, É isso aí (isso é problema dela).






Música de primeiríssima qualidade!
Viva Casuarina e o samba! Viva a Música Brasileira!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Boas opções para o fim de semana!

Quem curte boa música e a um preço acessível, tem boas opções aqui na região do ABC!

Duas das novas "divas" da nova MPB se apresentam sexta e sábado.

Na sexta-feira (19/03), quem se apresenta é Marina de la Riva, cantora que mescla elementos da música cubana com um sotaque e sonoridade tupiniquim! Sucesso de público e de crítica também, se apresenta às 20h, no SESC São Caetano, com ingressos variando de R$3,00 (para trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes) a R$12,00.



Já no sábado (20/03), quem sobe ao palco, só que dessa vez do SESC Santo André, é a já bem conhecida Céu. Ela apresenta as canções do seu mais novo trabalho, Vagarosa, a partir das 20h. A apresentação pode ser vista com ingressos que vão de R$5,00 a R$20,00.


Céu é hoje em dia, uma das artistas com maior reconhecimento no exterior (não é à toa, que a mineirinha já conquistou dois prêmios Grammy! Não é pra qualquer um não!).


E apesar de muitos a considerarem um dos expoentes da nova MPB, a cantora não chega a rejeitar o rótulo, mas prefere não ficar tão limitada a ele:

"O rótulo da MPB ficou limitado. Ele é bem abrangente, afinal é música popular brasileira. E me considero isso. Quando vou fazer um som, me alimento do que gosto e, como muitos outros da minha geração, me alimento não só de coisas específicas. Gostamos de ouvir música da Jamaica, agora estou escutando música etíope. Não penso que [tipo de] música estou fazendo. Simplesmente faço um som."

Fazer um som é com ela mesmo! Quer dizer, com elas!

domingo, 7 de março de 2010

A minha redescoberta do circo

Acrobracias, trapézios, mágicos e palhaços.
Sempre achei o picadeiro um lugar fascinante!
Os olhinhos das crianças brilham; pais ficam boquiabertos. A atmosfera é totalmente particular e única!

A gente cresce, começa a estudar, trabalhar e deixamos algumas coisas de lado. No meu caso, foi o picadeiro.
Há muito tempo não pisava num circo. E continuo sem o fazer.
Mas no mês passado, tive o prazer de estar presente numa apresentação do Cirque du Soleil, com o espetáculo Varekai.
Para dar um toque ainda mais especial, tudo isso aconteceu no Royal Albert Hall. Lotado!

Todos a postos, hora do show.

E que show!

Um jogo de cores e luzes, fantasias que se confundem com o cenário, músicos que dão andamento ao espetáculo, acrobatas que mais parecem mágicos no ar e mágico e sua ajudante que com um ar caricata, nos alegram a cada aparição.

As 3 horas de apresentação passam mais rápido do que o intervalo de 20 minutos no meio do espetáculo. Aplausos, suspiros, mais aplausos, rostos satisfeitos na platéia e no palco, porque sabem o quão foram perfeitos mais uma vez.

Ao sair do Royal Albert Hall, o que via eram crianças tentando imitar os movimentos dos garotinhos "chineses".

Esse sentimento é o que os artistas tentam despertar na gente.
Essa é a magia e a genialidade do circo.

E isso é Cirque du Soleil!












segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

E eis que surge, mais um poema!

Chorei,
até que meu interior ficasse completamente limpo.
Há tempos ele clamava por esse momento.
As lágrimas,
Todas amontoadas,
Escondiam-se sob um, sei lá o que,
de incerteza, medo, solidão.
Quando saíram dos meu olhos,
Como numa enxurrada,
Logo desapareceram.
Não sei se secaram, como sumiram.
Só sei que,
Tamanha era a vontade que tinham de afastar-se de mim,
que me deixaram ali.
Num canto,
Sozinho.
Amontoando novas lágrimas,
Sem sequer imaginar pra quando.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Mais um pra série, "Meus poemas"


"Do alto da montanha, eu vejo o mundo
Seu caos e sua calma,
Homens perdendo a alma
Caindo num abismo profundo.

No alto da montanha, eu sento e choro
E a vida chora comigo.
Irmãos não são mais amigos,
Eu grito, clamo, imploro.

Lá, no alto da montanha, eu quero ficar.
Não me importo não ter como voltar.
Perto do Céu, longe da Terra,

Deixo família, irmãos, amigos
Não tenho roupas, comida, abrigos
Só quero pra sempre, o fim dessa guerra".

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Jeff Dunham e a arte do ventriloquismo


Quem acha que essa arte, a do ventriloquismo, já é algo ultrapassado ou coisa só de criança, deve rever seus conceitos!
Para aqueles que não conhecem, apresento-lhes, Jeff Dunham!
O cara é demais!
Jeff é um comediante de stand-up americano, que usa suas artimanhas e piadas (às vezes, de humor negro sim!) para dar vida aos seus personagens.
Sucesso absoluto nos EUA, Dunham aparece como o grande nome do ventriloquismo atual. Entre seus personagens de maior sucesso, estão:
- Walter, um velho chato e rabugento, que reclama de tudo e de todos;
- Sweet Daddy D, empresário "malandro" ou "malandro" empresário (?), que adora fazer piadinhas com os brancos;
- José Jalapeño, é uma pimenta de jalapeño com uma personalidade mexicana (HILÁRIO!);
E Achmed, o Terrorista Morto, o meu preferido! Ele é um homem-bomba que recebeu treinamento do "Campo de Treinamento de Homens-Suicídas". A interação de Dunham com Achmed é incrível!

A entonação, as piadas, as expressões dos personagens de Dunham nos fazem esquecer que é ele quem controla os bonecos!


Como aperitivo, deixo um dos meus vídeos prediletos, com a dupla, Dunham e Achmed, o Terrorista Morto (são 10 minutos de vídeo, mas, vale a pena! Algumas piadas são bem americanas, então, se alguma não fizer sentido, é só pedir ajuda ao Google!).



domingo, 14 de fevereiro de 2010

A genialidade de Villa-Lobos


“Lá vai o trem com o menino,
Lá vai a vida a rodar.
Lá vai ciranda e destino,
Cidade noite a girar.
Lá vai o trem sem destino,
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar...”


Não me lembro ao certo, com qual idade comecei a cantar essa canção. Talvez, por volta dos 8 ou 9 anos, no coral da escola.
Todas as vezes que cantava “a música do trenzinho”, me transportava para um cenário imaginário. Via a maria-fumaça, cortando vales e campinas bem verdinhas, com o sol batendo no rosto e a vida passando bem devagar.

Na época, ouvi dizer que quem havia feito aquela melodia, que imitava o movimento de uma locomotiva com os instrumentos, tinha sido um tal Villa Lobos.
Eu, quando criança, raramente guardava nomes. Mas, sabia que aquele em especial, era de alguém com muito talento.
Por causa da minha paixão por música (assumo que sou um músico frustrado!), passei a acompanhar as obras de Heitor Villa Lobos, um pouco mais de perto.

Autodidata, maestro, desbravador de novos horizontes, ousado, dono de aproximadamente 1200 peças das mais diversas proporções, brasileiro e ao mesmo tempo, universal.
Sua linguagem peculiarmente brasileira, fortemente marcada por canções folclóricas, populares e indígenas, demonstra seu espírito nacionalista.
Devido a tudo isso e às suas andanças pelo interior do país, o carioca Villa Lobos usou muito a música popular como base para suas composições eruditas.
Nunca foi unanimidade entre os críticos da época. Muitos o consideravam, “moderninho” demais. Para outros, “demasiadamente” conservador. O que fica, é que apesar de duramente criticado, o maestro alcançou reconhecimento em nível nacional e internacional, sendo que através dele, a música brasileira se fez representar em outros países.

Juro, que neste exato momento, enquanto escrevo este texto sobre Villa Lobos, a sua obra-prima, com letra de Ferreira Gullar e que tanto marcou minha infância, como a de outras pessoas, toca na Rádio Eldorado, na voz de Adriana Calcanhoto.

Paro e apenas me encanto.
Com o canto.
A melodia, a alegria.

Simplesmente, um gênio.
E como o próprio Villa Lobos fazia questão de dizer, brasileiro, bem brasileiro.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Santiago, Chile






Conhecido por seus ótimos vinhos e bons lugares para a prática de esportes de inverno, o Chile é sem dúvida alguma, um país que merece sua visita!
O pouco que pude conhecer da terra cercada pelas Cordilheiras, foi o suficiente para que eu me apaixonasse!


Pontos turísticos - o centro histórico é muito movimentado, cheio de turistas, indo e vindo com seus mapas nas mãos (eu era um deles, mas sem o mapa!).
Se der, não deixe de visitar o Palácio de la Moneda, Plaza de Armas e o Mercado Central.
Há passeios fechados, que te levam, por exemplo, para conhecer a Vinícola de Concha y Toro, uma das mais famosas do mundo.

Ainda falando sobre pontos turísticos, as opções mais procuradas pelos viajantes de plantão são Viña del Mar e Vale Nevado. Pessoalmente, não os conheço, mas os comentários são muito positivos!

Culinária - Carne de cordeiro, feito na hora e o que eles chamam de "centolla", que é um tipo de caranguejo gigante, típico da Tierra del Fogo, a Patagônia!
Tem um sabor delicioso e seu tamanho realmente impressiona!
Para provar essas duas iguarias, sugiro o restaurante Mesón de la Patagónia. Rústico, com uma decoração típica da região, atendimento personalizado e comidas deliciosas!

Noite Chilena - Bairros boêmios, muitos bares com mesinhas na rua e boas opções para quem gosta de curtir a noite. As melhores opções estão nos bairros Bella Vista e Vitacura.

Ponto Alto - próximo ao hotel no qual estava hospedado, havia um shopping enorme, lotado de gente em busca de promoções; o shopping se chama Parque Arauco.
O que é muito bacana é sua praça de alimentação, porque, realmente é uma praça!
Ao ar livre, o clima agradável dá mais um toque especial à noite chilena.

Bons restaurantes, música e paisagens de tirar o folêgo!

Assim é Santiago!

Apenas um último aviso - É bom preparar bem seu bolso, porque em Santiago, nada costuma sair muito barato!

EEEEEE POEIRAAA!!!!

E lá se foram mais de 30 dias! 1 mês! E nada de escrever aqui no Avante Cultura!

Juro que não foi por relaxo, descaso ou má-vontade!
Mas, estive fora boa parte desse mês de janeiro, e, por isso, sem muito tempo para sentar, pensar e colocar as ideias em ordem!

De bom, minhas viagens ao Chile e Inglaterra!
Me renderam excelentes experiências, novos amigos e assuntos aqui pro blog!
Na medida do possível, vou tentando atualizá-lo!


De volta à ativa, mais feliz do que nunca!

Grande abraço!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo, cara nova!!!

Galera,

Ano novo, cara nova no blog!

Novas entrevistas, poemas, crônicas, indicações, comentários, críticas!

Muita coisa boa aqui no blog durante o ano todo!

Nos vemos por aqui!

Um grande abraço!

Luiz

Receita de Ano Novo


(...)


"Para ganhar um ano-novo


que mereça este nome,


você, meu caro, tem de merecê-lo,


tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,


mas tente, experimente, consciente.


É dentro de você que o Ano Novo


cochila e espera desde sempre." (Carlos Drummon de Andrade)


Esse é só um trechinho do poema, Receita de Ano Novo, do Drummond! Como ele diz, para um ano novo, você tem de merecê-lo!


Por isso, que vivamos o 2010, merecendo um ótimo 2011!


A todos,


PAZ, ALEGRIA, SAÚDE, FELICIDADE e DEUS no coração!!!




domingo, 27 de dezembro de 2009

Mais um poema meu procês!

Quem nunca passou uma noite, diante de uma fogueira, passe!
Observe, sinta o calor, o cheiro, a luz...



Fogueira

Um a um,
os pedaços de madeira começam a queimar.
Estalos baixos,
A luz que sobe.
O cheiro.
O calor.
O fogo.
Que queima e esquenta.
Na frente da fogueira, eu penso.
A intensidade do fogo aumenta.
Fecho os olhos.
Sinto o calor.
Mesmo com os olhos fechados,
Noto que a luz aumenta.
A cada galho que queima,
Cada estalo que soa.
Simbolicamente, jogo ali,
Tudo o que me entristece
Que me faz mal.
E apenas torço.
Para que todo aquele fogo os consuma.
Prefiro não ficar ali, até que a fogueira se apague.
Tenho certeza de que no outro dia,
Quando passar no mesmo local,
As marcas da fogueira,
Ainda estarão ali.
Intactas.”

sábado, 26 de dezembro de 2009

Novidade nas telonas!


Mais uma comédia romântica para os apaixonados de plantão!

Nesse feriado de Natal, entrou em cartaz no Brasil, Encontro de Casais (Couples Retreat).
O filme conta a história de quatro casais, com características totalmente distintas. Um desses casais tem tido problemas conjugais e encontram como solução, passar uma temporada num resort tropical, onde poderão fazer terapias de casal e ter diversão ao mesmo tempo.
Porém, para que consigam um preço mais vantajoso, convencem os outros 3 casais a participarem também!

Como é comum nos filmes com Vince Vaughn, há bons momentos de risada e momentos de reflexão sobre como é a vida a dois!

O elenco está recheado de gente conhecida, como o protagonista, Vince Vaughn (Penetras Bom de Bico), Jean Reno (A Pantera Cor de Rosa, O Código da Vinci), Kristin Davis (a requintada Charllote de Sex and the City), Jason Bateman (Juno, Hancock), Kristen Bell (protagonista da série Veronica Mars) e Malin Akerman (gatíssima, que já fez Antes só do que mal casado e Watchmen).

Pra quem curte uma boa comédia romântica e tem uma ótima companhia (como eu!), vale a pena conferir! Eu assisti e recomendo!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Jorge Ben e sua animação inigualável!


Sempre curti Jorge Ben, de longe, ouvindo-o na Nova Brasil, cantarolando alguns versos de W/Brasil, País Tropical, Gostosa, Alcohol...
Mas, nunca havia estado num show dele!
E, em comemoração às festas de fim de ano, a Prefeitura de São Caetano promoveu um show, na praça Cardeal Arco Verde, justamente com Jorge Ben!
O show foi muito bom, animado pelas canções que marcaram sua fantástica carreira!

Pra quem não sabe, Jorge Ben começou sua carreira no início da década de 60, e como toda aquela geração, sofreu influência de João Gilberto, mas sempre se mostrou muito inovador.

Seu primeiro grande sucesso foi Mas que nada, que é uma das canções em língua portuguesa, mais executadas nos Estados Unidos (tem a versão do Sérgio Mendes com o Black Eyed Peas).

Um dos grandes sucessos e uma das minhas favoritas é Ive Brussel, regravada por inúmeros outros intérpretes.

Então, com vocês, Ive Brussel.

Você com essa mania sensual ....de sentir e me olhar
Você com esse seu jeito contagiante.... fiel e sutil de lutar

Não sei não, assim você acaba me conquistando
Não sei não, assim eu acabo me entregando

Pois está fazendo um ano e meio amor
Que eu estive por aqui
Desconfiado, sem jeito e quase calado
Quando fui bem recebido e desejado por você

Nunca como eu poderia esquecer amor
Ai, ai ai se naquele dia você foi tudo, foi demais pra mim
Ai, ai se naquele dia você foi tudo, fez de mim um anjo

Ive, Ive Ive Brussel, Brussel, Brussel, Brussel



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ah, é Natal!!!


Dia 24 de Dezembro.
São quase 19h e a virada do dia se aproxima.
Pessoas ainda correm em busca de presentes que deixaram pra comprar na última hora.
Os comerciantes se esbaldam.
As redes de cartões de crédito então, nem se fale!

Mas, parece que o real sentido do Natal foi esquecido!
Se perguntamos às crianças de hoje em dia, por que o Natal é tão importante, elas dirão: "Porque o Papai Noel vem trazer minha boneca, ou o meu carrinho, ou o meu video-game".

Papai Noel, peru, ceia, árvore de Natal...
Mesmo que nada disso existisse, mesmo que tudo isso fosse apagado, Ele ainda existiria!
E é por Ele que deveríamos comemorar!

Natal para mim é o que descreve Manuel Bandeira, no genial Canto de Natal:

"O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.

Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.

Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.

Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino."

Um ótimo Natal a todos, valeu pela força ao blog durante esse ano de 2009 e que o verdadeiro sentido desta data esteja presente em seus corações!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Para tirar o pó aqui do blog, meu primeiro poema!

Não chegou a completar um mês, mas foi quase!
Compromissos de trabalho, uma viagem ao exterior e nada de escrever aqui pro blog!

Para não deixá-lo totalmente ao relento, decidi publicar meu primeiro poema. Escrito há 7 anos, foi com ele que eu participei de um concurso literário, patrocinado pela Petrobrás. Fiquei em 7°lugar, sendo que estavam participando mais de 200 composições.

Chega de falar, deixo vocês com meu primeiro poema: Mãos.

Mãos que falam, mãos que ouvem, mãos que choram e sentem.
Mãos que tocam, acariciam, parecem até sorrir.
Mãos, mãos que constroem são as mesmas que podem destruir.

Mãos calejadas pelo ardor do trabalho, mãos ressequidas pela ação contínua do tempo.
Mãos, que lutam em busca de um propósito qualquer.
E que com um simples toque, podem mudar o destino de uma nação.

Mãos que empunhando armas já escravizaram, torturaram e mataram.
Fazendo com que muitas outras mãos enxugassem as lágrimas de muitos rostos.
Mãos...

Nas mãos de uma criança, a pureza, a inocência e a ternura.
Em nossas mãos, nossos futuros, nosso presente, nosso passado.
Em nossas mãos está o nascer, o viver e o morrer.

Duas mãos dadas podem significar o inicio de uma paixão,
Duas mãos separadas significam saudades, recordações, vazio no coração.
Uma mão amiga está sempre disposta a nos ajudar, em qualquer situação.

Mãos, mãos, apenas mãos.

E agora, aqui estou usando minhas próprias mãos para escrever este poema.
Que consequentemente passará por outras mãos,
sejam elas calejadas ou não, ressequidas ou lânguidas, somente mãos....

Em nossas mãos está o tudo, ou o nada.

E pensar que são simplesmente...
Mãos.

Em breve, coloco alguma coisa sobre a viagem! Ah, pra quem não sabe, eu estava no Panamá!


EU RECOMENDO: Acabei de assistir ao filme, Ladrões de Bicicletas, de Vittorio di Sica, e posso dizer que é um belo filme!

De volta à ativa,

Luiz

domingo, 15 de novembro de 2009

"Sim, sou brasileiro e bem brasileiro. Na minha música eu deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas e dos nossos céus, que eu transponho instintivamente para tudo que escrevo".

Heitor Villa-Lobos

Simplesmente genial!

E tudo termina assim,
Nenhum beijo.
Um recado.
Um adeus.
Tudo se acaba com um olhar.
Triste e sem vida.
Os olhos revelam o que o coração sente.
E o coração já não sente nada.
Os olhos se fecham,
Da mesma maneira que o coração
Se fechou há muito tempo.
(Novembro/09)

Uma manhã no parque Trianon

Em algum dia de agosto

Sento-me num dos bancos do Parque Trianon, olho ao redor. Cada banco, igualzinho ao meu, tem um alguém.
Um jovem toca seu violão. É como se o mundo não existisse para ele, fora dos portões do parque.
Algumas pessoas cortam caminho pelo parque. Outros, ao contrário, alongam seus caminhos.
Naquele instante, sou como o jovem que toca violão. Nada existe para mim, além daquelas árvores, daqueles bancos, as folhas no chão.
Fico pouco tempo ali.
Levanto-me, dou uma última respirada mais fundo e saio.
Deixo para trás os portões do parque e volto ao mundo real.

Um oásis em meio à mediocridade

Como já divulguei aqui no blog semanas atrás, durante este mês de novembro, ocorre o III Fórum Nacional de Cristianismo Criativo, evento organizado pelo editora W4 e pelo portal Cristianismo Criativo. Já rolou até entrevista por aqui com a Ana e o Whaner, responsáveis pelo evento.

E na última terça, o convidado da vez foi o grande Gérson Borges. Um dos caras por quem minha admiração tem crescido cada vez mais. Ele nos proporcionou grandes momentos, ao intercalar canções do seu mais novo Cd, Nordestinamente, com um texto, no qual abordava a questão da Atitude Criativa na Cultura. Como atingi-la? Pra quê?
Passeou entre citações de Eugene Peterson e Henri Nouwen e nos fez viajar com sua poesia.

Totalmente demais!

No dia 17, "Atitude criativa na igreja" será o tema que reunirá o pastor Ed René Kivitz (Igreja Batista da Água Branca) e o músico Jorge Ervolini, no 3o Fórum Nacional de Cristianismo Criativo.

Quem quiser ir, o evento aconte Livaria Cultura do Market Place, na Chucri Zaidan.

Ana e Whaner, mais uma vez, parabéns!

Um abraço,

domingo, 8 de novembro de 2009

Poema

Tempo quente,
quanta gente,
Indo e vindo sem parar.

Nas calçadas,
Risos, falas,
De quem tem o que contar.

Vidas passam,
De passagem
Nunca mais se encontrarão.

Fecha o tempo,
Vem o vento
Lá se vai mais um verão.

sábado, 7 de novembro de 2009

Livro de Marcelo Tas, Nunca antes na história deste país

Deixo uma sugestão do caro amigo, Em trânsito, que respondendo ao meu post sobre mais uma das "belíssimas frases" do nosso querido presidente, me indicou o recém-lançado livro do Marcelo Tas, chamado, Nunca antes na história desde país.

No livro, Tas reúne as frases "mais engraçadas e polêmicas" do nosso querido presidente e adiciona seus próprios comentários! Além disso, ele dividiu as frases por categorias, transformando nosso presidente em filósofo, marqueteiro e comediante stand-up (com direto a caricaturas que são absolutamente hilárias!!!)

Apenas para deixar com um gostinho de quero mais, olha a frase do Lula Filósofo. Simplesmente genial!

"O governo tenta fazer o simples, porque o difícil é difícil!"
(durante a 1° Conferência Nacional de Esportes)

Pra quem quiser dar uma olhada, o site do livro é ótimo! Dá pra se ter uma ideia dos bons momentos de diversão que se pode ter!


Vale a pena acessar!



E quem disse que Lula não é Cultura?


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O primeiro soneto aqui do blog!

Quem é essa que passa
E a todos encanta,
Sorri e se espanta,
Com o tamanho da própria graça?

Essa é a mulher que venero,
Com os cabelos ao vento
Só faz aumentar meu lamento,
A cada dia que a espero.

Rogo a Deus que um dia,
Me permita tal alegria.
De viver para sempre em seus braços.

Enquanto esse dia não vem,
Só penso nela e em mais ninguém,
De longe, seguindo seus passos.

(Nov/09)

A beleza ao cair das folhas


Esperamos pelo verão o ano inteiro. Pelo sol. Praia. Calor.
A primavera também é bem vinda.
Com as árvores repletas de flores. Temperatura agradável.
Pessoas alegres e sorridentes caminhando por alamedas coloridas.
No inverno, reclama-se do frio.
Mas, há de se concordar, que no frio, nos aproximamos mais.
Nos agarramos embaixo do edredom.
Filmes, um cobertor e um balde de pipocas.
Mas ainda falta uma estação.
A mais esquecida. Diria eu, renegada.
Nada se aproveita do outono.
Nada?
Não se sabe se está frio ou calor.
As flores não se decidem se caem ou se ficam nas árvores.
Se colorem ou descolorem.
Eu também já rejeitei o outono.
Dizia, “que estação mais sem graça!”.
Dizia.
Viajando por duas horas, de uma cidadezinha mais afastada da Inglaterra até Londres, reparei a beleza que há no contraste de algumas poucas árvores ainda verdes, com o amarelo, meio amarronzado das demais.
Algumas delas já têm poucas folhas. Apenas seu galhos ficam à mostra.
Elas já estão à espera da próxima estação.
O cenário é meio bucólico.
Olho pra fora do trem, e o que vejo, são ovelhas, branquinhas, branquinhas, no meio do campo, pastando, sem preocupação alguma.
Enquanto isso, o sol começa a se esconder.
Casinhas antigas se escondem atrás das colinas.
Algumas nuvens azuis ainda resistem no céu que começa a escurecer.
Logo mais, o trem chegará à última estação.
Logo mais, o outono vai passar, e só restarão sua folhas pelo chão.

(02/10/09 – Inglaterra, viagem de Leamington Spa até Londres)